quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

LÁGRIMAS DE UM JOVEM



“Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender as 8h da manhã quando te acordam para dizer em poucas palavras: “Daniel, o papa renunciou.” Eu apressadamente contestei: “Renunciou?”. A resposta era mais que óbvia, “Renunciou, Daniel, o papa renunciou!”.

O papa renunciou. Assim amanheceu escrito em todos os jornais, assim amanheceu o dia para a maioria, assim rapidamente alguns tantos perderam a fé e outros muitos a reforçaram. Poucas pessoas entendem o que é renunciar.

Eu sou católico. Um de muitos. Desses que durante sua infância foi levado à missa, cresceu e criou apatia. Em algum ponto ao longo da estrada deixei pra lá toda a minha crença e a minha fé na Igreja, mas a Igreja não depende de mim para seguir, nem de ninguém (nem do Papa). Em algum ponto da minha vida, voltei a cuidar da minha parte espiritual e assim, de repente e simplesmente, prossegui um caminho no qual hoje eu digo: Sou católico. Um de muitos sim, mas católico por fim. Mas assim sendo um doutor em teologia, ou um analfabeto em escrituras (desses que há milhões), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de provocações e orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre sendo Papa. Por isso hoje quando acordei com a notícia, eu, junto a milhões de seres humanos, nos perguntamos “por que?”. Por que renuncia senhor Ratzinger? Sentiu medo? Sentiu a idade? Perdeu a fé? A ganhou? E hoje, 12 horas depois, creio que encontrei a resposta: O senhor Ratzinger renunciou toda a sua vida.

Simples assim. 

O papa renunciou a uma vida normal. Renunciou ter uma esposa. Renunciou ter filhos. Renunciou ganhar um salário. Renunciou a mediocridade. Renunciou as horas de sono pelas horas de estudo. Renunciou ser só mais um padre, mas também renunciou ser um padre especial. Renunciou preencher a sua cabeça de Mozart, para preenchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a, tendo 85 anos, estar aposentado, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou desfrutar de seu país. Renunciou seus dias de folga. Renunciou sua vaidade. Renunciou a defender-se contra os que o atacavam. Sim, isso me deixa claro que o Papa foi, em toda sua vida, muito apegado à renuncia.

E hoje, voltou a demonstrar. Um papa que renuncia a seu pontificado quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas nas mãos de alguém maior, parece ser um Papa sábio. Nada é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem seus sacerdotes, nem os laicos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Nada é maior que ela. Mas ser Papa nesse tempo do mundo, é um ato de heroísmo (desses heroísmos que acontecem diariamente em nosso país e ninguém nota). Recordo sem dúvida, as histórias do primeiro Papa. Um tal… Pedro. Como morreu? Sim, em uma cruz, crucificado igual ao teu mestre, mas de cabeça para baixo. Hoje em dia, Ratzinger se despede de modo igual. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado pelos seus irmãos católicos. Crucificado pela sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade que tanto dói entender. É um mártir contemporâneo, desses que se pode inventar histórias, a esses que se pode caluniar e acusar a vontade, que não respondem. E quando responde, a única coisa que faz é pedir perdão. “Peço perdão pelos meus defeitos”. Nem mais, nem menos. Quanta nobreza, que classe de ser humano. Eu poderia ser mórmon, ateu, homossexual e abortista, mas ver uma pessoa da qual se dizem tantas coisas, que recebe tantas críticas e ainda responde assim… esse tipo de pessoa, já não se vê tanto no mundo.

Vivo em um mundo onde é engraçado zombar o Papa, mas que é um pecado mortal zombar um homossexual (e ser taxado como um intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um senhor de 85 anos que quer o melhor para a Instituição que representa, mas lhe indagamos com um “Com que direito renuncia?”. Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Ninguém se sente cansado ao ir pra escola. Ninguém se sente cansado ao ir trabalhar. Vivo um mundo onde todos os senhores de 85 anos estão ativos e trabalhando (sem ganhar dinheiro) e ajudam às massas. Sim, claro.

Mas agora sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que vai sentir falta do senhor. Em um mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, mas que em 50 anos se lembrará como, com um simples gesto de humildade, um homem foi Papa, e quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu partir por amor à sua Igreja. Vá morrer tranquilo senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem um corpo exibido em São Pedro, sem milhares aclamando aguardando que a luz de seu quarto seja apagada. Vá morrer, como viveu mesmo sendo Papa: humildemente.

Bento XVI, muito obrigado por renunciar.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO

Nos dias 02 e 03 de março de 2013 acontecerá no salão da Paróquia Nossa Senhora Aparecida o Seminário de Vida no Espírito Santo organizado pelo Grupo de Oração Rainha da Paz da RCC de Siderópolis.
Na ocasião haverá momentos de pregação, adoração, louvor, animação, dinâmicas e estudos que irão aprofundar o relacionamento dos participantes com Deus.

A duração do Seminário é das 08:00 as 18:00 horas no sábado, e das 08:00 as 16:00 horas no domingo. Os padres da Paróquia, Pe. Claudio e Pe. Miro, estarão presentes, bem com outros pregadores convidados, incluindo também o Bispo Diocesano Dom Jacinto Inácio Flach.

Homens, mulheres, jovens, adultos, idosos, enfim todas as pessoas crismadas podem participar do Seminário. As inscrições custam 20,00 reais - individual e 30,00 reais - casal, neste valor está incluída a alimentação dos dois dias.

As inscrições podem ser realizadas na casa paroquial ou com os membros do Grupo Rainha da Paz, Silvio Andrade, Selso Moraes, Thiago Leacina, Marcia Salvaro, Ligia Pais, entre outros.

De acordo com a própria RCC a finalidade do Seminário de Vida no Espírito é ajudar os participantes a encontrarem uma vida mais rica e melhor. É o momento de se encontrarem com Cristo e viver as verdades mais fundamentais acerca do Amor de Deus, do Pecado, da Salvação, da Fé, da pessoa de Jesus Cristo, da Efusão e Carismas do Espírito Santo.

Venha fazer essa experiência de amor! Participe!

VIDA LONGA AOS CARISMÁTICOS RCC BRASIL 46 ANOS

RCC BRASIL 46 ANOS  

Os dias 17, 18 e 19 de fevereiro são de celebração para a Renovação Carismática Católica do mundo, isso porque essa data marca o surgimento do Movimento em um retiro realizado na Universidade de Duquesne. Em alusão aos 46 anos da RCC, uma das pioneiras do Movimento, Patti Mansfield, escreveu uma mensagem para os carismáticos brasileiros.

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Confira as palavras de Patti e viva esses  três dias em clima de louvor a Deus pela RCC que, por meio da ação poderosa do Santo Espírito, tem levado tantas e tantas pessoas a um encontro pessoal com Jesus Cristo!

"Queridos irmãos e irmãs da Renovação Carismática Católica do Brasil,
   
Há 46 anos atrás eu participei de um retiro destinado a mudar não só a minha vida, mas a vida da Igreja. Naquele momento, nenhum de nós que ali estava, sequer sonhava que o Senhor nos dava um Novo Pentecostes para uma Nova Evangelização. No mundo inteiro Seus filhos e filhas estão descobrindo sua verdadeira vocação: ser santos e missionários... mergulhar profundamente no Seu Amor e lançar as redes para pescar!

Há algumas semanas, Karin Sefcik Trieber, uma das estudantes que estava comigo naquele famoso Fim de Semana de Duquesne, foi para a casa do Pai. Sua morte me fez refletir que nosso tempo aqui é muito precioso... e o quão zelosos e decididos devemos ser ao usarmos as oportunidades presentes para amar e servir a Jesus. Que ao lançarmos o nosso olhar para o aniversário dos 50 anos da Renovação Carismática Católica em fevereiro de 2017, possamos nos entregar incondicionalmente a Deus Pai, Filho e Espírito Santo para que Ele possa realizar tudo o que deseja em nós e através de nós!"
   
Patti Gallagher Mansfield

 AOS JOVENS CARISMÁTICOS

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A IGREJA É VIVA A IGREJA É JOVEM


Aconteceu dos dias 09 a 12 de fevereiro o evento do ano VINDE E VEDE 2013
Bispo Dom Jacinto Diocese de Criciúma inícia 


Dizendo “a Igreja é viva, a Igreja é jovem”, cerca de mil jovens encerraram ao meio dia desta terça-feira, 12 de fevereiro, o retiro de carnaval “Vinde e Vede”, no Centro de Eventos Maximiliano Gaidzinski.


O evento que começou no sábado, 09, findou hoje com a celebração da Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano Dom Jacinto Inacio Flach e concelebrada pelos padres Joel Sávio, Claudio Peters e Marcos Ferreira.


No início da celebração, dom Jacinto fez a intenção em ação de graças por todas as bênçãos derramadas nos corações dos jovens durante os quatro dias de retiro e rezou por todos os familiares e pessoas que contribuíram para que mais uma edição do “Vinde e Vede” acontecesse.


 

“Vocês são sinal de vida e esperança para a humanidade, pois se dispuseram a ouvir a Palavra de Deus e deixar-se iluminar por ela, enquanto em tantos corações isto já não existe mais. Quero dizer que vocês são nossos discípulos e missionários. Olhamos para vocês com muita esperança para evangelizarem na Igreja de Cristo”, disse Dom Jacinto, que pediu também o apoio dos jovens na evangelização dentro de escolas e universidades.


 

O bispo falou sobre a importância dos retiros promovidos pelo movimento de Renovação Carismática Católica (RCC), que cada vez mais tem arrebanhado jovens para abraçarem sua vocação e colocarem seus dons a serviço da Igreja. “Posso imaginar que Deus, lá no céu, está muito contente com esta realidade”, afirmou em sua homilia.


Após Dom Jacinto, foi a vez do coordenador diocesano da RCC, Ronaldo Canto, agradecer à juventude presente e aos pais que confiaram seus filhos ao movimento durante o retiro. Ronaldo também estendeu seu agradecimento aos sacerdotes e religiosas que participaram e a todas as pessoas envolvidas na realização, especialmente os “servos” e coordenadores dos grupos de jovens. “Deixamos nossas casas e nossas famílias e fizemos desta, a nossa casa!”, afirmou.


Ao final, a equipe do Ministério de Comunicação Social da RCC exibiu dois vídeos, um homenageando todas as pessoas que serviram o retiro e outro, mostrando aos pais, um pouco do que foi vivenciado pelos filhos.

ESTAMOS EM GUERRA, REVESTI-VOS


Temos que está alerta para o estado de guerra que vivemos. Essa notícia, ao contrário de produzir medo, deve ser motivo de alegria para cada um de nós, para cada cristão, pois, é sabido que todo aquele que se unir ao bem será confrontado pelo mal e terá que o enfrentar. É o bom combate.

Esta batalha não é recente, começou lá no Paraíso, com os nossos primeiros pais. Desde então o homem vive num estado de guerra. O livro de Jó é bem claro quando nos diz: é uma batalha a vida do homem sobre a terra, ou seja, não é possível crer que essa vida não trará dificuldades, tentações, dores e perdas. Não. Neste mundo o mal é imortal. É importante saber disso. E saber também que não é esta a vida destinada e querida por Deus para cada um de seus filhos. Deus quer para nós a vida eterna, o Paraíso, a Eternidade. Estamos lutando, portanto, por algo além desse mundo.

Sabendo, então, que o Mal é invencível neste mundo e que, ao mesmo tempo, teremos que passar por ele para chegarmos à vida que realmente importa, o que devemos fazer? Qual estratégia devemos adotar?

São Gregório de Nissa, em sua homilia sobre o Cântico dos Cânticos diz que: a salvação nos é obtida pela unidade, pois a salvação consiste em estarmos unidos na íntima adesão ao único e sumo bem. Assim, a salvação só é possível se estivermos unidos de forma verdadeira à Igreja una e santa e àquele que é capaz de dar ao homem a felicidade perfeita: Deus.


O prêmio a ser alcançado é a salvação das nossas almas, a vida eterna. O caminho para alcançá-lo é estar unido a Deus e à Igreja. Parece simples, parece fácil, mas não é. O Inimigo sabe quão frágil é a determinação do homem em suportar as intempéries. Ele sabe que o homem deseja naturalmente proteger-se a si mesmo, evitando dores, tristezas, perdas. O Inimigo também sabe que, embora possa vencer neste mundo, a batalha maior já está perdida. Assim, não podendo vencê-la, cuida para que o menor número de soldados a vença.

O método utilizado por ele é bastante antigo: dividir para conquistar. Para tanto, oferece aos homens distrações, prazeres terrenos (poder, dinheiro, drogas, sexo, comodismo, hedonismo etc.), tudo que servir para desviar a atenção do Sumo Bem.

Não existem dois “sumo bem”, apenas um. Um soldado não pode servir a dois senhores, lutar em ambos os lados. Não, em algum momento todos nós, soldados de Deus, seremos confrontados e teremos que escolher. Orígenes afirmou com propriedade: “diante de uma tentação, um cristão ou sai idólatra ou sai mártir.”

Assim, somente a íntima, profunda e convicta adesão ao único Sumo Bem que é Deus, pode ser o caminho para a vitória. Não somente a vitória da guerra cultural, da vitória da batalha travada pelo Bem e pelo Mal, mas sim, a vitória que trará a salvação das nossas almas.

Veja video para ouvir pausar Webrádio

"Paz seja com os irmãos, e amor com fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. A graça seja com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo."