domingo, 1 de junho de 2014

O CRISTÃO NÃO ACREDITA EM DESTINO! NÃO EXSITEM 'DECRETOS' PREESTABELECIDOS PARA NOSSA VIDA

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Depender de Deus não significa suprimir a liberdade humana

Os cristãos não acreditam em destino no sentido de fatalidade, pois creem que Deus os criou livres e inteligentes, responsáveis por seus atos. Os cristãos creem em destino no sentido de vocação para o amor, à qual Deus os chama e os conduz com sua Providência. Seu destino é chegar livremente à perfeição última, que é participar do amor de Deus.

1. O pensamento cristão é contrário à crença em uma força cega que conduza o homem para um determinado fim. Deus criou o homem inteligente e livre, portanto, responsável pelos seus atos. Sendo assim, o cristão não deve acreditar em destino, que, no sentido de fatalidade, é um conceito mitológico pagão.
A mitologia grega chamava o Destino de ‘Moira’. Ela era a própria condição constitutiva dos diferentes deuses dessa mitologia. Ou seja, a Moira atribuía aos deuses seus campos de ação, suas honras e privilégios. Assim, a Moira exerceria sua ação sobre os seres diante da impossibilidade de cada ser ultrapassar seus limites. Nesse sentido, seus decretos eram imutáveis.
Essa representação é anterior ao cristianismo e difunde a ideia de que por trás dos acontecimentos da vida possa existir algo de inevitável, de fatal, que ultrapasse a liberdade do homem. Como se certos eventos e fatos já tivessem sido escritos previamente, sem nunca poderem ser mudados.
Mas o pensamento cristão nega que o mundo e os acontecimentos da vida sejam produto de uma força obscura – ora benéfica, ora maléfica – que se impõe sobre os seres humanos. Para os cristãos, Deus criou o mundo segundo sua bondade e sabedoria; e quis fazer as criaturas, de acordo com suas capacidades, participarem de seu ser e de sua bondade (CIC, n. 295).

2. Dotado de inteligência e liberdade, o homem deve se responsabilizar por suas escolhas e atitudes. Assim, ele não pode creditar na conta do destino as consequências de suas próprias ações.
Deus não apenas cria o mundo e dá aos homens e às mulheres o existir. Ele também lhes concede a capacidade de contribuir em sua obra, ou seja, de participar do aperfeiçoamento e da harmonização do mundo. Ele dá aos seres humanos, dotados de inteligência e vontade, a dignidade de agir por eles mesmos, com liberdade.
O pensamento cristão confere tal valor à liberdade do homem que afirma que ela é um “sinal eminente da imagem de Deus” (CIC, n. 1705). Portanto, se o ser humano é livre para agir segundo sua inteligência, como ele poderia estar preso a decretos preestabelecidos sobre acontecimentos inevitáveis em sua vida? Assim, o homem é sempre responsável por suas atitudes, ou seja, deve responder perante a comunidade humana e perante Deus por seus atos.

3. Ao invés de acreditar em destino, os cristãos creem na Providência Divina. O homem foi criado em estado de caminhada para uma perfeição última a ser ainda atingida, junto de Deus. Assim, a Providência Divina são as disposições pelas quais Deus conduz sua criação para esta perfeição.
A perfeição final à qual o ser humano está chamado, na vida eterna, consiste em participar da plenitude do amor que é Deus (CIC, 221). Essa comunhão com Deus supera a compreensão e a imaginação. A Bíblia fala desse estado em imagens: Paraíso, Jerusalém celeste, casa do Pai, felicidade, luz, vida, paz (CIC, 1027).
Mas aqui na vida terrena, os homens e as mulheres foram criados em estado de caminhada rumo a essa perfeição última. Nesse caminho, Deus não abandona o ser humano à sua própria sorte. Ele o sustenta, prestando seu auxílio na condução da vida.
Essa relação expressa a dependência do homem de seu Criador. Reconhecer essa dependência em nada significa colocar em cheque a liberdade humana ou falar em destino como fatalidade. Trata-se de um ato de humildade, fonte de sabedoria e liberdade, alegria e confiança (CIC 301).
Portanto, o modo de conduzir suas criaturas com sabedoria e amor – tendo em vista a meta da perfeição última junto de Deus – é o que se chama de Providência Divina.
Neste sentido, os cristãos acreditam que seu destino é acolher a este convite a viver a felicidade perfeita com Deus, respondendo todos os dias ao seu amor. Como indicava Santo Inácio de Loyola: rezar como se tudo dependesse de Deus, mas agir como se tudo dependesse de você. Em outras palavras, os cristãos são mais livres para agir quando se confiam à Providência Divina. Nela os cristãos acreditam e podem sempre confiar.
Referências:

Fonte:  Aleteia  e  CIC (Catecismo da Igreja Católica); o livro “Católicos Perguntam”, de D. Estêvão Bettencourt, OSB (Ed. O Mensageiro de Santo Antonio, São Paulo, 1997); o livro “Teogonia – A origem dos deuses”, de Hesíodo (Ed. Iluminuras, São Paulo, 1991, com estudo de Jaa Torrano).

COMPULSÃO DE EXPOR A PRÓPRIA INTIMIDADE E A ANGUSTIA DO VAZIO


Há um certo tempo atrás, duas notícias tornaram-se alarmantes ao trazerem à tona a realidade existencial de milhões de adolescentes e jovens. Uma jovem se suicida no Piauí quando tem um vídeo privado divulgado e difundido entre celulares; o outro fato é o suicídio de uma jovem mexicana. O que há em comum é que ambas jovens anunciaram suas mortes em redes sociais, onde receberam centenas de curtidas e comentários.
A pergunta é: por que tal ação? O que leva jovens ao suicídio?
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio juvenil é a terceira causa de morte entre pessoas de 15 a 44 anos e o suicídio anunciado por meio das redes sociais tem crescido em muitos países.
Hoje o dia-a-dia das pessoas exige uma velocidade muito maior do que há anos atrás. Os relacionamentos presenciais foram sendo substituídos pelos virtuais, desencadeando um afastamento do mundo real. A era da informação e da tecnologia está lançada! O íntimo, que não era para ser exposto, mas sim preservado, pois é uma instância de segredo, de ser “dono de si mesmo”, está sendo substituído por uma compulsão pela exposição de si nas revistas e nas redes sociais. Na maioria das vezes essa hiperexposição é o sintoma da angústia do vazio.
É indiscutível o papel desempenhado pelas redes sociais no âmbito da vida privada, social, política, comunicacional e profissional. Elas favorecem a interação entre as pessoas. Dão visibilidade, facilitam a comunicação, o reencontro, eliminam as extensões territoriais; além de ter um poder ainda incalculável de convocação e mobilização. As mudanças provocadas pelas redes sociais não são para o futuro, pois elas são presente e intervêm significativamente no comportamento das pessoas. A inclusão e a participação nas redes sociais dá a sensação de ter muitos amigos, de estar antenado e conectado aos acontecimentos com uma participação efetiva e eficiente. Tudo isso é uma verdade em termos, pois essas conexões e realidades são raseiras e instáveis, os relacionamentos superficiais e temporários e os vínculos momentâneos.
Na “vida” das redes sociais a busca de novidades é o interesse geral. Os comentários que importam são os seus, enquanto que os dos outros servem para que se possa expressar a opinião individual. A imagem que os outros têm é essencial e a aceitação também. Daí a exposição com fotos, informações de viagens, atividades, emoções e sentimentos. É a sensação de ser querido e bem aceito pelas curtidas e comentários na foto escolhida a dedo dentre as infinidades de álbuns. Há uma disputa de quem aparenta levar uma vida mais bacana, mais interessante e mais feliz. Quando se posta uma foto, a pessoa revela um fragmento daquilo que se deseja que os outros definam e aceitem.
Cada um busca ser mais brilhante, interessante e atraente do que o outro. Nesta empreitada muitos são os seguidores e “amigos”, mas os usuários mais sensatos sabem que são poucos aqueles com os quais se podem contar. O resultado de tudo isso é frustração, solidão e incapacidade de lidar com seus próprios sentimentos.
O nível de suicídio entre os jovens revela que não se está preparado para lidar com as frustrações em meio ao narcisismo da cultura e da mentalidade de que somos sempre o centro do universo e da realidade. A pobreza da vida interior presente no coração das pessoas não encontrará a solução por meio da tecnologia e da posse de bens materiais.
A solidão no século 21 bate à porta de inúmeras pessoas cercadas de “amigos” virtuais. Ao mesmo tempo que os comentários em um post estimulam, são eles também capazes de levar a pessoa à frustração e à necessidade de exposição sem limites, a fim de encontrar nos milhares de usuários virtuais a aceitação que nem a própria pessoa tem dela. Gera-se a angústia, a ansiedade, as frustrações, invejas, raivas, alegrias e curiosidades pelos feedbacks.
Neste emaranhado de relações nas redes sociais deve-se ir além das superficialidades que elas podem oferecer. As relações virtuais e superficiais não podem ser capazes de substituir as reais. O imediatismo do contato pela rede não ultrapassa a grandeza de cada dia reconhecer no outro suas riquezas, tesouros e dons, de forma pessoal. O verdadeiro tesouro dos relacionamentos não está na quantidade, mas o quanto fundo se vai, lançando mutuamente na relação o seu eu na verdadeira recíproca do descobrir e desvelar no rosto do outro um amigo e uma amiga.


sábado, 31 de maio de 2014

COMO É UMA TENTAÇÃO? COMO IDENTIFICÁ-LA E VENCÊ-LA?








Pensemos em Jesus diante das tentações no deserto. Ele se livrou rapidamente do demônio. Não entrou em diálogo com o inimigo, mas lhe respondeu com convicção e de maneira decidida.

Pensemos agora em Eva. Analisemos as palavras do Gênesis sobre a tentação original:

O demônio se aproxima e propõe um tema de conversa:
                      
- É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?

E a mulher, em vez descartar seu interlocutor, começa um diálogo:

- Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.

Com este diálogo, a mulher se expôs a um grande perigo. A alma que sabe o que Deus proibiu não perde tempo com esta questão, não abre espaço para dúvidas, pensamentos inúteis, desejos ou atitudes que levam ao pecado.

Voltemos a Eva: o demônio, astuto como é e, além disso, pai da mentira, poderia fazê-la sucumbir, pois o anjo – anjo caído, mas que não deixa de ser anjo, com poderes angélicos muito superiores às qualidades humanas.

De fato, sabemos o que aconteceu: já iniciado o diálogo, já enfraquecido o entendimento da mulher, o demônio passou a fazer uma proposição direta ao pecado, uma mentira, pintando-lhe um panorama maravilhoso: ser como Deus.

- Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis! Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.

O demônio também pode oferecer uma felicidade oculta por trás do pecado, insinuando, além disso, que nada de ruim nos acontecerá; que podemos nos arrepender e que Deus é misericordioso. A essa altura da tentação, a alma ainda está em capacidade de parar, pois a vontade ainda não consentiu. Mas, se não corta imediatamente, as forças vão se enfraquecendo e a tentação vai tomando mais força.

Depois vem o momento do vacilo:

- A mulher viu que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência.

Vencer a tentação neste ponto é muito difícil, mas não impossível. No entanto, a alma já está muito enfraquecida diante do panorama tão atraente que lhe foi apresentado.

“Tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.” E o que é pior: fez outro cair. Cometeu um pecado duplo: o seu e o de escândalo, fazendo que outro pecasse.

Depois vem o momento da desilusão: onde está o maravilhoso panorama sugerido pelo inimigo? “Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si.” A alma percebe que ficou nua diante de Deus e que perdeu a graça santificante: Deus já não habita nela.

Depois da desilusão, vem o remordimento. Diante deste apelo da consciência, a pessoa pode tentar se esconder, rejeitando a voz de Deus, ou arrepender-se e pedir perdão ao Senhor no sacramento da confissão.

“E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem, e disse-lhe: ‘Onde estás?’”

Como lutar contra as tentações?

A oração é o principal meio na luta contra as tentações e a melhor forma de vigiar. “Vigiar e orai para não cair em tentação” (Mt 26, 41). “Quem ora se salva, quem não ora se condena”, ensinava Santo Afonso Maria de Ligório.

O que fazer diante da tentação? Acabar com ela imediatamente. Como? Também orando, pedindo ao Senhor a força para não cair. O Catecismo nos diz que este combate e esta vitória só são possível com a oração (n. 2849). “Não nos deixeis cair em tentação”, ensinou Jesus no Pai-Nosso. A oração impede que o demônio tome mais força e acaba mandando o demônio embora. Sabemos que temos todas as graças para ganhar a batalha, porque, “se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (cf. Rom 8, 31).

E depois da tentação, o que fazer?Se vencemos, precisamos atribuir o triunfo a quem ele pertence: Deus, que não nos deixa cair na tentação; agradecer-lhe e pedir seu auxílio para futuras tentações. Se caímos, saber que Deus nos perdoa quantas vezes tivermos pecado e, arrependidos e com desejo de não voltar a pecar, voltarmos a ele por meio do sacramento da Confissão.




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sexta-feira, 23 de maio de 2014

NOSSA CASA, NOSSA BENÇÃO: VITÓRIA DE JESUS



http://www.rccbrasil.org.br/imagens/images/Projetos/mai2014/sede03.jpg 

A Renovação Carismática Católica do Brasil se levanta em grande louvor ao Senhor por mais uma vitória alcançada. Nesta terça-feira (20), vimos a misericórdia de Deus se manifestar e sua glória brilhar em favor da justiça: as obras de construção de nossa Sede Nacional serão retomadas.
Na 1ª Vara da Comarca de Lorena/SP, foi realizada uma audiência de conciliação tratando do processo de doação do terreno na cidade de Canas/SP, onde está sendo construída a Sede Nacional da RCC do Brasil.
Em dezembro de 2013, o Ministério Público alegava irregularidades da parte da Prefeitura nos atos de doação do terreno ao Movimento. As obras foram paralisadas e os advogados da RCCBRASIL trabalharam, desde então, por um acordo.  Em janeiro de 2014, foi feita a defesa do Movimento com a apresentação de documentos, demonstrando toda a transparência com que o processo havia sido realizado.
Na audiência realizada nessa terça (20), o juiz Leonardo Guilherme Widmann homologou o acordo que anulou o processo de desapropriação realizado pela Prefeitura de Canas, devolvendo o terreno à proprietária inicial. Depois, foi acordada a compra do terreno pela RCCBRASIL. A proprietária não quis fazer reajuste no preço do terreno, sendo adquirido pelo mesmo valor da desapropriação realizada na época da doação.
Estiveram presentes na audiência, representando a presidência da RCCBRASIL, o preposto Lázaro Praxedes de Oliveira; o advogado do Movimento, Gilliard Nobre Rocha; o prefeito da cidade de Canas, Rinaldo Benedito Thimóteo Zanin; seu advogado Jucymar Uchoas Guimaraes dos Santos; o advogado da Câmara dos Vereadores, Hemilton Amaro Leite; o advogado da Prefeitura de Canas, Bruno Reginato Araújo de Oliveira; e os proprietários do terreno, Paulo Vizaco e Thais Cesar Vizaco.
Com a conciliação de todas as partes, o processo foi extinto. Em questões jurídicas, agora faltam apenas os trâmites burocráticos. No entanto, toda a família carismática do Brasil já pode celebrar: o terreno pertence ao Movimento e as obras poderão voltar a acontecer!

Durante esses cinco meses em que se desenvolveu o processo, o Escritório Nacional da RCCBRASIL trabalhou na preparação dos documentos e acompanhamentos dos advogados Gilliard Rocha e Felippe Nery. Os funcionários do Escritório também se mobilizaram fazendo intercessões, jejuns, e, de maneira especial, durante a audiência, se uniram em oração no terreno da Sede Nacional.
Queremos louvar a Deus pela Sua Bondade e Misericórdia. Queremos agradecer a Deus também pela fidelidade e unidade de todos os carismáticos do país, Grupos de Oração e dioceses que se mobilizaram em oração durante este tempo de tribulação. Permaneçamos unidos, lembrando sempre da profecia que Deus nos deu por meio do Conselho Nacional em outubro de 2009:
“Coragem, não tenham medo. Erguerei muralhas de fogo em torno de vocês para proteger o que precisa ser construído, e também reconstruirei as muralhas na vida de cada um, as que desabaram. Quero vigias que zelem com fidelidade os projetos que estão no meu coração”.

www.rccbrasil.org.br 



quarta-feira, 21 de maio de 2014

12 MIL GRUPOS DE ORAÇÃO NO BRASIL SEMEANDO A VIDA NO ESPIRITO

Pregações ungidas, orações proféticas, alegres louvores, conversões milagrosas, missão nas casas. Assim a Cultura de Pentecostes é semeada em todo o mundo por meio da Renovação Carismática Católica, que neste mês celebra a marca de 12 mil Grupos de Oração cadastrados no Brasil.
Marca para celebrar com júbilo e agradecer ao Senhor pelas maravilhas que tem realizado por meio de nossos Grupos de Oração, que são o tesouro do Movimento. No entanto, sabemos que, em território brasileiro, esse número é bem maior. Semanalmente, cerca de 20 mil Grupos de Oração semeiam em todos os cantos do país a vida no Espírito.