segunda-feira, 20 de julho de 2015

PORQUE A MISSA É TÃO CHATA?

durmiendo en misa

Esta é uma pergunta que os paroquianos costumam fazer aos padres. A grande batalha interior 
daqueles que descobrem, de alguma maneira, a necessidade de manter com o Senhor uma relação 
de amor e de culto é precisamente tentar entender algo que, às vezes, por falta de formação
não compreendem, como é o caso da Missa.

Participar de algo que parece monótono e repetitivo com fidelidade, ou por "mandato divino"
 mas que costuma ser mais forte que sua própria rotina interior, não é fácil para estas pessoas 
que acabam em geral aderindo a seitas evangélicas, onde fazem da pregação e do culto a 
Deus um espetáculo, quase circense.

Para entender a Eucaristia, é preciso conhecer Cristo. Nele, todas as coisas adquirem 
compreensão, sentido, valor e beleza. É muito difícil que alguém que não tenha uma relação 
pessoal com Jesus possa chegar a desfrutar do imenso valor da Eucaristia, que não é senão 
o sacrifício renovado de Cristo, quem se entrega com sua Palavra, seu Corpo e seu Sangue.

Para entender e viver a Eucaristia, é importante dar alguns passos. O primeiro deles é o 
contato permanente com a Bíblia: participe de algum grupo de oração, um grupo bíblico
de reuniões buscando viver a fé comunitariamente, pois a Eucaristia é vivência de comunidade.

Assim, você começará a conhecer o Senhor e o que Ele espera de nós. Centre sua vida em  
Cristo pois Ele ajuda a dar sentido a tudo. Nele, todas as coisas são compreendidas e vividas 
de maneira diferente. Ninguém pode fazer isso por ninguém, porque a relação com Deus 
é sempre personalizada, levada ao âmbito comunitário. Ou você faz isso com disciplina 
e perseverança ou ninguém o fará por você.

Disciplina e perseverança: estas são as palavras-chaves da vida espiritual. Que nossa 
espiritualidade não dependa dos estados emocionais, da vontade, do humor. 
A vida espiritual seria muito pendular dessa maneira.

Muitas vezes, a oração, a leitura da Palavra e a celebração da Eucaristia são como comer 
sem vontade: nem sempre se come por fome, mas por necessidade. Quando chega o momento 
de desfrutar, desfrutemos; e quando for preciso fazê-lo pelo nosso bem-estar, façamos, ainda 
que não desfrutemos tanto.
                                                     
Precisamos orar assim como precisamos comer. Não podemos permitir que o desânimo
o tédio ou a incompreensão nos arrastem ao abismo da mediocridade ou da frieza espiritual. 
Estas são as armas do inimigo, que usa estes sentimentos negativos para nos afastar de Deus.
 Ele não precisa se apresentar, como muitos imaginam, com chifres e no meio de chamas 
para nos conquistar. Seu trabalho é mais sutil, imperceptível e calado.

Se não vou à Missa porque a considero chata, se não me confesso porque o padre é mais 
pecador que eu, se não oro porque não me concentro, se não leio a Palavra de Deus 
porque não a compreendo, se não me reúno com ninguém porque todos me parecem hipócritas... 
o inimigo ganha a batalha.

Em outras palavras, estamos perdendo a guerra sem nem ter lutado, porque nos declaramos 
 derrotados antes de começar a combater. Sabemos que o inimigo contra quem lutamos é forte
mas ele começa a trabalhar em nosso interior, de maneira sutil, difícil de captar, fazendo-nos dizer:
 "não estou com vontade". Ele adora esta frase e ri quando a pronunciamos, e mais ainda quando 
dizemos "não posso", "não vou me confessar", "não preciso da Missa para acreditar em Deus":
 é aí que ele se sente vencedor.

Mas, assim como conhecemos a força poderosa do Maligno, devemos aprender que existe Alguém 
mais poderoso que ele, que o venceu na cruz, que é temido por ele, alguém de quem ele foge
diante de quem ele se ajoelha, não para adorá-lo, mas por medo covarde. Como afirma São Paulo
em Jesus somos mais que vencedores.

Toda essa rotina, monotonia e confusão são vencidas no amor e na adoração ao nosso Salvador. 
Só em Jesus se pode entender e dar sentido a tudo. Sem conhecer Jesus e sem amá-lo
a Eucaristia sempre será chata. 


sábado, 18 de julho de 2015

5 DICAS PARA FORMÁ-LOS NA VIRTUDE DA RESPONSABILIDADE


Um dos maiores desafios dos pais é conseguir que seus filhos sejam responsáveis pelos 
seus atos e pertences, além de cumprir com certas obrigações, de acordo com sua idade. 
É indispensável, portanto, levar em consideração alguns princípios que podem ajudar os pais a 
alcançar este objetivo.
 
Primeiro: começar desde cedo

Os autores do livro “Como ensinar seus filhos a ser responsáveis“ afirmam que as crianças que 
não têm deveres a cumprir no lar desde a primeira infância terão menos habilidade para organizar-se
 traçar objetivos e realizar tarefas complexas ao longo da sua infância e adolescência.

A responsabilidade é uma das virtudes mais significativas no desenvolvimento humano. 
Graças a ela, a pessoa assume o controle da sua própria vida, mas, para chegar a isso, os pais 
devem incentivar a prática desta virtude em seus filhos desde os primeiros meses.

Por exemplo, desde pequenos, os filhos podem ser ensinados a guardar seus brinquedos; mais tarde
a organizar seu material escolar; depois, a roupa do dia seguinte, e assim por diante. À medida que a 
criança vai crescendo, é preciso transmitir-lhe a confiança suficiente para que desenvolva novas tarefas.

Assim, a responsabilidade não é adquirida de um dia para o outro; é um processo que irá se 
desenvolvendo durante toda a infância e a etapa escolar, até chegar à adolescência, na qual esta 
virtude será colocada à prova muitas vezes.

Segundo: estabelecer regras claras

Como em todos os âmbitos da vida, existem direitos e deveres; por isso, em casa também 
deve haver regras a serem respeitadas e cumpridas. Mas é preciso ser muito claros na hora de 
estabelecer estes limites.

Se os filhos não sabem exatamente o que seus pais esperam deles, ou não conhecem quais são os 
seus deveres, não aprenderão a ser responsáveis. Os pais não devem apenas estabelecer 
regras de acordo a idade de cada filho, mas também explicar-lhes quais são as 
consequências do seu cumprimento ou descumprimento.

Para tornar o assunto mais compreensível, sobretudo no começo, enquanto se adquire o hábito
uma boa estratégia é escrever os deveres e expô-los em algum lugar visível da casa, criando 
um sistema de estímulos – carinhas felizes, doces, entre outros –, especialmente para os filhos menores. Dessa maneira, as as regras à vista e se sentirão motivadas a segui-las.

Terceiro: distribuir responsabilidades


Se queremos que nossos filhos sejam responsáveis, mas não lhes damos a possibilidade de sê-lo
não estamos fazendo nada. Cada filho deve assumir algumas responsabilidades dentro de casa
adicionais às escolares, que se dão por descontado.
  É preciso dar-lhes certa autonomia e evitar ao máximo realizar as tarefas que eles podem fazer. 
A superproteção dos pais impede que os filhos exercitem a responsabilidade, além de 
torná-los preguiçosos.

Dentro dessa autonomia, é importante que os pais não fiquem o tempo todo recordando
 aos filhos suas tarefas, pois isso se torna um mau hábito, do qual começarão a depender. 
Quando você tiver certeza de que foi ouvido e entendido, é preciso deixar que seus filhos 
ajam por si mesmos, aconselham Ma. Ángeles Pérez e Francisco J. Rodríguez em
 
  Quarto: autoridade coerente

Uma das maneiras de destruir a autoridade paterna é não respeitar as regras que foram estabelecidas
nem impor consequências quando elas não forem cumpridas. Quando isso acontece com frequência
os pais perdem a credibilidade dos seus filhos e, por conseguinte, toda autoridade sobre eles.

É por isso que, uma vez determinados os deveres, os pais devem cumpri-los e fazer que seus 
filhos os cumpram. “Se, por algum motivo, os pais se esquecem do que ordenaram, estão dando 
aos filhos, tacitamente, autorização para fazer a mesma coisa”, advertem Pérez e Rodríguez.
A coerência é uma maneira de demonstrar aos filhos que os pais velam por eles e pelo seu comportamento. Além de ser coerentes, os filhos se sentem mais seguros e conhecem as consequências do 
descumprimento das regras e responsabilidades. Se não há coerência, as crianças ficam ansiosas
porque não são capazes de predizer o que pode acontecer.

Quinto: recompensar pela responsabilidade


Os especialistas Pérez e Rodríguez recomendam incentivar os filhos a comportar-se adequadamente. 
“Isso não significa necessariamente dar presentes materiais, mas pequenos reconhecimentos que 
reafirmarão na criança a satisfação do dever cumprido.”

“Além das recompensas materiais, há coisas como o tempo, a atenção, a preocupação, a simpatia 
e a boa vontade, que também são recompensas. Uma historinha a mais na hora de dormir
 uma ida ao cinema, um sorvete, um abraço forte são manifestações que incentivam 
a criança a concluir que vale a pena ser responsável.”


 

Uma criança é responsável se…

Segundo os autores Clemens e Bean, uma criança é responsável se:
 
- Realiza suas tarefas em casa e no colégio sem que seja preciso ficar lembrando-a o tempo todo.
- Pode refletir sobre o que faz.
- Não coloca a culpa nos outros sistematicamente.
- É capaz de escolher entre diversas opções.
- Pode brincar e trabalhar sozinha sem angustiar-se.
- Consegue tomar decisões diferentes das que outras crianças tomam no grupo em que se encontra.
- Respeita e reconhece os limites impostos pelos pais e professores, sem rebelar-se.
- Consegue concentrar sua atenção em tarefas complicadas (de acordo com sua idade) 
durante certo tempo, sem ficar frustrada.
- Leva a cabo o que diz que vai fazer.
- Reconhece seus erros e procura corrigi-los sem criar confusão.

A vida real é bem diferente da dos desenhos animados; os filhos devem assumir responsabilidades 

ao longo de toda a sua vida. Então, o melhor é começar a educá-los desde cedo, no lugar por 
excelência da formação nos valores: a família.


sábado, 11 de julho de 2015

OS MALES DO COMUNISMO

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O comunismo elimina o mais sagrado dom que 
o homem recebeu de Deus: a liberdade

 Desde que o comunismo (socialismo) surgiu no mundo, como expressão prática do marxismo-leninism
a Igreja o combateu sem tréguas, por ser ateu, materialista, desumano, utópico, adverso a Deus e à Igreja. Segundo os seus mentores, Karl Marx, Lenin e outros, “a religião é o “ópio do povo”, isto é
a droga que deixa o povo alienado e sujeito às explorações do capitalismo e dos ricos.  
A acusação vazia contra a Igreja é a de que ela só ensinava aos fiéis buscarem o céu
abandonando a Terra, sem lutar pelos direitos sociais

 As muitas encíclicas dos Papas, desde a Rerum Novarum de Leão XIII (1878-1903) até
o "O Evangelho da Alegria" do Papa Francisco, desmentem essa mentira. A Igreja sempre foi a
Instituição, em toda a história da humanidade, que mais caridade fez no mundo.
Para “libertar” os proletários, o comunismo prega a revolução violenta, a “luta de classes” até
 a eliminação de todas as classes, o que é uma utopia; incita a revolta dos empregados contra
os patrões, dos pobres contra os ricos; joga irmãos contra irmãos, prega a eliminação da
propriedade privada e persegue todo tipo de religião, de modo especial o Cristianismo.
Acima de tudo, o comunismo elimina o mais sagrado dom que o homem recebeu de Deus: a liberdade.
Veja o que se passa em Cuba ainda hoje: o cidadão não pode deixar o país; é uma “ilha-prisão”
em pleno século XXI, onde o povo não vota há mais de cinquenta anos. E ainda tem gente que a defenda.
Piérre Proudhon (†1865) disse: “O comunismo degrada os dons naturais do homem
coloca a mediocridade no nível da excelência e chama a isso igualdade”. Na verdade
tenta criar uma igualdade utópica que Deus nunca desejou.
A fé católica ensina a socorrer o pobre em suas necessidades materiais, mas não pela 
violência, não derramando sangue inocente nem tirando a liberdade e a vida preciosa do 
 ser humano e o transformando apenas em um dente da engrenagem do deus Estado.
A moral não aceita que se faça o bem por meios maus; os fins não podem justificar os meios.
Para os comunistas todos os meios são válidos para implantar o comunismo. É um sistema maquiavélico
que matou milhões.

 Os males do comunismo

Winston Churchill (†1965) dizia: “Um jovem que não foi comunista não tinha coração
mas o adulto que permanece comunista não tem cérebro”. M. Thatcher dizia que
“o socialismo acaba quando acaba de gastar o dinheiro dos outros”.
É importante meditar um pouco sobre o que a Igreja já falou sobre isso.
O documento de Puebla (III CELAM, 1979) deixou bem claro: “(…) A libertação cristã usa
‘meios evangélicos’, com a sua eficácia peculiar, e não recorre a nenhum tipo de violência, nem
à dialética da luta de classes (…)” (nº 486) ‘ou à práxis ou análise marxista’” (nº 8).
Na Encíclica do Papa Pio XI, a“ Divini Redemptoris, sobre o “”Comunismo Ateu”
(19 de março de 1937), ele a condena veementemente. Pio IX disse: “E, apoiando-se
nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a ‘sociedade doméstica
tem sua razão de ser somente no direito civil’ (Quanta Cura, 5). Leão XIII pediu:
 “Não ajudar o socialismo. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da 
Igreja Católica não deem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita”
(Quod Apostolici Muneris, no. 34).
“Porque, enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana
contrária à igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens
declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar
a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que
essa desigualdade existe até na posse dos bens. Ordena, ademais, que o direito de propriedade
e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem
o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus”
(Quod Apostolici Muneris, – Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).
“Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente
os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo há tão grande diferença entre seus perversos
dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior” (Quod Apostolici Muneris, 14).
“A Igreja, pregando aos homens que eles são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece
como uma condição providencial da sociedade humana a distinção das classes; por essa razão
ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a caridade mútua darão o segredo
do justo equilíbrio, do bem estar honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (…)
 “Mais uma vez, nós o declaramos: o remédio para esses males não será jamais a igualdade subversiva
das ordens sociais” ( Alocução de 24/01/1903 ao Patriarcado e à Nobreza Romana).
“A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais
são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria
destruição da sociedade humana.”
“Disso resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes
e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus
os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançar o seu
 fim último no céu e o seu bem-estar moral e material na terra” (Quod Apostolici Muneris).
Pio XI disse: “(…) Como pede a nossa paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se
considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, se é verdadeiro socialismo
 não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo
completamente avesso a verdade cristã.”
“Socialismo religioso, socialismo cristão são termos contraditórios: ninguém pode, ao mesmo tempo
 ser bom católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, nº 117 a 120).

 
Pio XII explicou bem a diferença entre as pessoas:

“Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis
uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família
Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros
diversos do mesmo organismo” (Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano).
João XXIII, como os demais Papas, defendeu a necessidade da propriedade privada:
“Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens
de produção” (Pacem in Terris, n°. 21).
João Paulo II, falando contra o capitalismo selvagem, disse: “Nesta luta contra um tal sistema
não se veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não passa de um capitalismo
de estado, mas uma sociedade do trabalho livre, da empresa e da participação” (no. 35) “A Igreja reconhece a justa função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa” (nº. 35).
“Aquele Pontífice (Leão XIII), com efeito, previa as consequências negativas sob todos os aspectos – político, social e econômico – de uma organização da sociedade, tal como a propunha o ‘socialismo’
e que então estava ainda no estado de filosofia social e de movimento mais ou menos estruturado”
(Enc. Centesimus Annus, n°12).
João Paulo II também mostra o erro grave do socialismo: “(…) É preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem
simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem
do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social
enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção
da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O homem é reduzido a uma
série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral
que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa
deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como
a oposição à propriedade privada” (nº 13).
“Na Rerum Novarum, Leão XIII, com diversos argumentos, insistia fortemente contra o socialismo
de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e o desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja até nossos dias” (nº 30).
O “Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão” (Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, Bertrand Brasil
Rio de Janeiro, 1999, 917 págs.) – faz um balanço do amargo fruto que este diabólico regime
gerou para a humanidade. Oitenta anos depois da Revolução Bolchevique na Rússia (1917) e
sete depois de a União Soviética ter acabado (1997), a trajetória trágica do comunismo
 pode ser contabilizada pelo número de vítimas.
É a história da trágica aplicação na vida real de uma ideologia carregada de falsas promessas
de igualdade e justiça que custou entre 80 e 100 milhões de vidas, com a esmagadora maioria
de vítimas nos dois gigantes do marxismo-leninismo, a União Soviética e a China; além de Cuba
Viet Nan, Laos, Cambodja, Bulgária, Romênia, Tchecoslováquia, Polônia, Hungria, etc.
Na China, houve cerca de 65 milhões de mortos, a maioria dizimada pela fome desencadeada
a partir do “Grande Salto para a Frente”, o desastroso projeto de autossuficiência implantado por
Mao Tsé-tung em meados dos anos 50. Tratou-se da pior fome da História, acompanhada de
ondas de canibalismo e de campanhas de terror contra camponeses acusados de esconder comida.
Na URSS, de 1917 a 1953, ano da morte de Stalin, os expurgos, a fome, as deportações em massa
e o trabalho forçado no Gulag mataram 20 milhões de pessoas. Só a grande fome de 1921-1922
desatada em grande parte pelo confisco de alimentos dos camponeses, ceifou mais de
5 milhões de vidas.
Na Coreia do Norte, comunista de carteirinha que ainda perdura, a execução de
“inimigos do povo” contabiliza pelo menos 100 mil mortos. Em termos proporcionais, contudo
o maior genocida comunista é o Khmer Vermelho do Camboja: em três anos e meio (1975-1979)
com sua política inclemente de transferência forçada dos moradores das cidades para o campo
matou de fome e exaustão quase 25% da população.”

Os crimes do stalinismo e a matriz da política de terror empregada por outros regimes comunistas
 ficaram bem conhecidos desde o XX Congresso do Partido Comunista Soviético em 1956.
O organizador do Livro, Stéphane Courtois, é um ex-maoísta convertido em crítico do marxismo
ele argumenta que o crime é intrínseco ao comunismo e não apenas um instrumento de Estado ou um
desvio stalinista de uma ideologia de princípios humanitários. Courtois também sugere a equiparação
 do comunismo ao nazismo, com base na ideia de que ambos partilham a mesma lógica do genocídio.
“Os mecanismos de segregação e de exclusão do totalitarismo de classe são muito parecidos com os
do totalitarismo de raça”, escreve Courtois.
Quem ainda tem coragem de defender tal barbárie? No entanto, ela ainda existe na mente 
de muitos acadêmicos, jornalistas e outros que parecem não conhecer as lições da História.

Prof. Felipe Aquino

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sábado, 4 de julho de 2015

NINGUÉM FAZ PARTE DA RENOVAÇÃO, MAS ELA FAZ PARTE DE NÓS

“Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que
 aceitemos a graça que nos oferece”, diz Papa em encontro com carismáticos

Cerca de 30 mil membros da Renovação Carismática encontraram-se com o Papa Francisco 
na tarde desta sexta-feira, 3, na Praça São Pedro, em Roma.
No início do encontro, diante da multidão e de diversos representantes de algumas Confissões Religiosas
o Santo Padre fez a seguinte oração:
“Senhor, enviai-nos o Espírito Santo, para que nos ensine tudo aquilo que Jesus nos transmitiu; 
dai-nos a memória daquilo que ele nos disse. Pai, enviai-nos o Espírito Santo, que Jesus nos prometeu. 
Ele nos guiará rumo à unidade. Jesus, Senhor, vós pedistes para todos nós a graça da unidade
nesta Igreja que é vossa e não nossa. A história nos dividiu. Jesus, ajudai-nos a caminhar 
na estrada da unidade ou desta diversidade reconciliada. Senhor, vós cumpris sempre 
o que prometestes. Dai-nos a unidade  todos os cristãos. Amém!”
Após ouvir os diversos testemunhos e experiências, de alguns membros da Renovação Carismática
o Papa recordou, inicialmente, as palavras do cardeal Léon-Joseph Suenens, grande promotor
protetor e incentivador da Renovação  Carismática, que a definiu como “fluxo de graça”.
No entanto, o Papa disse que foi um grande erro chamar a Renovação Carismática 
como um Movimento, “porque ele não tem um fundador, mas inclui uma grande 
variedade de realidades”. E acrescentou:
“É uma corrente de graças, um sopro renovado do Espírito a todos os membros da Igreja
 leigos, religiosos, sacerdotes e bispos. É um desafio para todos nós. Ninguém faz parte da Renovação
mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece. 
Esta obra soberana do Espírito suscitou homens e mulheres renovados, depois de terem recebido 
a graça no Batismo, no Espírito, deram vida a associações, comunidades ecumênicas,
 escolas de formação e de evangelização, congregações religiosas, comunidade de ajuda 
aos pobres e necessitados”.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

A EXPERIÊNCIA DE UM HOMEM QUE NÃO SOUBE AMAR

Eu era um egoísta com a minha esposa e no final fiquei sozinho

a depressed man_ 

Unir-me em matrimônio não foi um ato verdadeiramente consciente do motivo pelo qual 
eu estabelecia diante de Deus e dos homens um compromisso de doação plena no mais 
importante projeto da minha vida. Eu agia conforme uma visão muito pobre, pois considerava 
o casamento como algo convencional e necessário – mesmo sentindo pela minha esposa um amor
 real, mas à minha maneira.

Tudo o que eu fazia se subordinava a um forte individualismo do meu coração, pelo qual
 buscava acima de tudo o sucesso que a sociedade costuma comemorar: status social
prestígio, poder econômico etc.

Eu trabalhava muito excluindo toda responsabilidade pessoal com os que me cercavam. 
Só entravam em minha consideração as relações meramente funcionais, que podem ser 
estabelecidas com os outros com sentido de conveniência. Mas sempre com uma atitude de 
desconfiança, pois nesse “eu te ajudo se você me ajudar”, eu achava que todos os outros eram 
como eu, e que buscavam somente servir-se dos outros.

Atrapalhavam-me valores que eu considerava absurdos e em desuso, tais como: 
ser generoso, preocupar-me pelo presente e pelo futuro dos outros, acolher o pobre desamparado etc. 
Era uma coexistência que eu rejeitava, considerando que atentava contra a minha autonomia pessoal
a qual, para mim, era de um valor superior a todas essas peculiaridades ou características humanas.

No entanto, em minha autonomia, eu me achava com direitos como o reconhecimento constante 
das minhas conquistas, da minha realização e afirmação pessoal, de ser respeitado e sobretudo 
agir segundo os meus desejos.

Eu estava em primeiro lugar; depois vinha eu, e depois eu também. E esse “eu” crescia 
desprezando, diminuindo e extinguindo o “você”.

Meu conflito pessoal se expandia no “eu” de: meu corpo, minha saúde, meu tempo
meus projetos, minhas frustrações, meu tédio, minhas possessões etc. Sendo assim, pouco 
me importou minha família, que acabou sofrendo as carências afetivas derivadas do meu egoísmo.

Eu vivia com eles, mas não para eles; dava-lhes coisas, mas não dava de mim mesmo; reclamava
julgava, mantinha distância. Pouco a pouco, comecei a perceber que minha família não se importava 
com meu sucesso profissional. EU era somente um estranho, o provedor, o dono – papéis nos 
quais minha pessoa se escondia e se confundia.

No mais absurdo dos meus erros, eu achava ter direito de ser amado pela minha família 
como parte do poder alcançado. Mas não era assim. O amor é liberdade, é dom, não pode ser 
comprado, nem podemos ser obrigados a amar. Perceber isso foi o amargo remédio do qual 
eu precisava. Com muita dor no coração, de repente, senti-me sozinho.

Mas foi por meio desse amargo remédio que pude me encontrar com Deus, que se tornou 
minha mais profunda companhia. Agora, pela fé, tenho certeza de que Ele cuida de mim 
e da minha família, de que vela por ela com amor, ainda que eu tenha falhado. 
Agora, espero tudo dele, esforçando-me por corrigir meus erros e confiando em que
pela sua misericórdia, Ele saberá tirar um bem de todos os meus erros.

Deus é amor, e lhe pedirei que me ensine a amar minha família e a recuperá-la.

Nunca é tarde.