O comunismo elimina o mais sagrado dom que
o homem recebeu de Deus: a liberdade
Desde que o comunismo (socialismo) surgiu no mundo, como expressão
prática do marxismo-leninism
a Igreja o combateu sem tréguas, por ser
ateu, materialista, desumano, utópico, adverso a Deus e à Igreja.
Segundo os seus mentores, Karl Marx, Lenin e outros, a religião é o
“ópio do povo”, isto é
a droga que deixa o povo alienado e sujeito às
explorações do capitalismo e dos ricos.
A acusação vazia contra a
Igreja é a de que ela só ensinava aos fiéis buscarem o céu
abandonando
a Terra, sem lutar pelos direitos sociais
As muitas encíclicas dos Papas, desde a Rerum Novarum de Leão XIII (1878-1903) até
o "O Evangelho da Alegria"
do Papa Francisco, desmentem essa mentira. A Igreja sempre foi a
Instituição, em toda a história da humanidade, que mais caridade fez no
mundo.
Para “libertar” os proletários, o
comunismo prega a revolução violenta, a “luta de classes” até
a
eliminação de todas as classes, o que é uma utopia; incita a revolta dos
empregados contra
os patrões, dos pobres contra os ricos; joga irmãos
contra irmãos, prega a eliminação da
propriedade privada e persegue todo
tipo de religião, de modo especial o Cristianismo.
Acima de tudo, o comunismo elimina o mais
sagrado dom que o homem recebeu de Deus: a liberdade.
Veja o que se
passa em Cuba ainda hoje: o cidadão não pode deixar o país; é uma
“ilha-prisão”
em pleno século XXI, onde o povo não vota há mais de
cinquenta anos. E ainda tem gente que a defenda.
Piérre Proudhon (†1865) disse: “O
comunismo degrada os dons naturais do homem
coloca a mediocridade no
nível da excelência e chama a isso igualdade”. Na verdade
tenta criar
uma igualdade utópica que Deus nunca desejou.
A fé católica ensina a socorrer o
pobre em suas necessidades materiais, mas não pela
violência, não
derramando sangue inocente nem tirando a liberdade e a vida preciosa do
ser humano e o transformando apenas em um dente da engrenagem do deus
Estado.
A moral não aceita que se faça o bem por meios maus; os
fins não podem justificar os meios.
Para os comunistas todos os meios
são válidos para implantar o comunismo. É um sistema maquiavélico
que
matou milhões.
Winston Churchill (†1965) dizia: “Um
jovem que não foi comunista não tinha coração
mas o adulto que
permanece comunista não tem cérebro”. M. Thatcher dizia que
“o
socialismo acaba quando acaba de gastar o dinheiro dos outros”.
É importante meditar um pouco sobre o que
a Igreja já falou sobre isso.
O documento de Puebla (III CELAM, 1979)
deixou bem claro: “(…) A libertação cristã usa
‘meios evangélicos’, com a
sua eficácia peculiar, e não recorre a nenhum tipo de violência, nem
à
dialética da luta de classes (…) (nº 486) ‘ou à práxis ou análise
marxista’” (nº 8).
Na Encíclica do Papa Pio XI, a Divini Redemptoris,
sobre o ”Comunismo Ateu”
(19 de março de 1937), ele a condena
veementemente. Pio IX disse: “E, apoiando-se
nos funestíssimos erros do
comunismo e do socialismo, asseguram que a ‘sociedade doméstica
tem sua
razão de ser somente no direito civil’ (Quanta Cura, 5). Leão XIII pediu:
“Não
ajudar o socialismo. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da
Igreja Católica não deem seu nome nem façam favor nenhum a essa
detestável seita”
(Quod Apostolici Muneris, no. 34).
“Porque, enquanto os socialistas,
apresentando o direito de propriedade como invenção humana
contrária à
igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de
bens
declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que
impunemente se pode violar
a propriedade e os direitos dos ricos, a
Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe
entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do
espírito, e que
essa desigualdade existe até na posse dos bens. Ordena,
ademais, que o direito de propriedade
e de domínio, procedente da
própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem
o
possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei
natural de Deus”
(Quod Apostolici Muneris, – Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).
“Entretanto, embora os socialistas,
abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente
os incautos,
costumem torcer seu ditame, contudo há tão grande diferença entre seus
perversos
dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser
maior” (Quod Apostolici Muneris, 14).
“A Igreja, pregando aos homens que eles
são todos filhos do mesmo Pai celeste, reconhece
como uma condição
providencial da sociedade humana a distinção das classes; por essa
razão
ensina que apenas o respeito recíproco dos direitos e deveres, e a
caridade mútua darão o segredo
do justo equilíbrio, do bem estar
honesto, da verdadeira paz e prosperidade dos povos. (…)
“Mais uma vez,
nós o declaramos: o remédio para esses males não será jamais a igualdade
subversiva
das ordens sociais” ( Alocução de 24/01/1903 ao Patriarcado e
à Nobreza Romana).
“A sociedade humana, tal qual Deus a
estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais
são os
membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria
disso a própria
destruição da sociedade humana.”
“Disso resulta que, segundo a ordem
estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes
e vassalos,
patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e
plebeus
os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam
mutuamente para alcançar o seu
fim último no céu e o seu bem-estar moral
e material na terra” (Quod Apostolici Muneris).
Pio XI disse: “(…) Como pede a nossa
paterna solicitude, declaramos: o socialismo, quer se
considere como
doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, se é verdadeiro
socialismo
não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois
concebe a sociedade de modo
completamente avesso a verdade cristã.”
“Socialismo religioso, socialismo cristão
são termos contraditórios: ninguém pode, ao mesmo tempo
ser bom
católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, nº 117 a 120).
Pio XII explicou bem a diferença entre as pessoas:
“Pois bem, os irmãos não nascem nem
permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis
uns
inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode
acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa
desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família
Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender
idênticas funções a membros
diversos do mesmo organismo” (Discurso de
4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano).
João XXIII, como os demais Papas,
defendeu a necessidade da propriedade privada:
“Da natureza humana
origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens
de
produção” (Pacem in Terris, n°. 21).
João Paulo II, falando contra o
capitalismo selvagem, disse: “Nesta luta contra um tal sistema
não se
veja, como modelo alternativo, o sistema socialista, que, de fato, não
passa de um capitalismo
de estado, mas uma sociedade do trabalho livre,
da empresa e da participação” (no. 35) “A Igreja reconhece a justa
função do lucro, como indicador do bom funcionamento da empresa” (nº.
35).
“Aquele Pontífice (Leão XIII), com efeito, previa as consequências
negativas sob todos os aspectos – político, social e econômico – de uma
organização da sociedade, tal como a propunha o ‘socialismo’
e que
então estava ainda no estado de filosofia social e de movimento mais ou
menos estruturado”
(Enc. Centesimus Annus, n°12).
João Paulo II também mostra o erro grave
do socialismo: “(…) É preciso acrescentar que o erro fundamental do
socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem
simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de
tal modo que o bem
do indivíduo aparece totalmente subordinado ao
funcionamento do mecanismo econômico-social
enquanto, por outro lado,
defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção
da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal. O
homem é reduzido a uma
série de relações sociais, e desaparece o
conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral
que constrói,
através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da
pessoa
deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício
da liberdade, bem como
a oposição à propriedade privada” (nº 13).
“Na Rerum Novarum, Leão XIII,
com diversos argumentos, insistia fortemente contra o socialismo
de seu
tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este
direito, fundamental para a autonomia e o desenvolvimento da pessoa, foi
sempre defendido pela Igreja até nossos dias” (nº 30).
O Livro Negro do Comunismo – Crimes,
Terror e Repressão (Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné,
Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, Bertrand
Brasil
Rio de Janeiro, 1999, 917 págs.) – faz um balanço do amargo
fruto que este diabólico regime
gerou para a humanidade. Oitenta anos
depois da Revolução Bolchevique na Rússia (1917) e
sete depois de a
União Soviética ter acabado (1997), a trajetória trágica do comunismo
pode ser contabilizada pelo número de vítimas.
É a história da trágica aplicação na vida
real de uma ideologia carregada de falsas promessas
de igualdade e
justiça que custou entre 80 e 100 milhões de vidas, com a esmagadora
maioria
de vítimas nos dois gigantes do marxismo-leninismo, a União
Soviética e a China; além de Cuba
Viet Nan, Laos, Cambodja, Bulgária,
Romênia, Tchecoslováquia, Polônia, Hungria, etc.
Na China, houve cerca de 65 milhões de
mortos, a maioria dizimada pela fome desencadeada
a partir do Grande
Salto para a Frente, o desastroso projeto de autossuficiência
implantado por
Mao Tsé-tung em meados dos anos 50. Tratou-se da pior
fome da História, acompanhada de
ondas de canibalismo e de campanhas de
terror contra camponeses acusados de esconder comida.
Na URSS, de 1917 a 1953, ano da morte de
Stalin, os expurgos, a fome, as deportações em massa
e o trabalho
forçado no Gulag mataram 20 milhões de pessoas. Só a grande fome de
1921-1922
desatada em grande parte pelo confisco de alimentos dos
camponeses, ceifou mais de
5 milhões de vidas.
Na Coreia do Norte, comunista de
carteirinha que ainda perdura, a execução de
“inimigos do povo”
contabiliza pelo menos 100 mil mortos. Em termos proporcionais, contudo
o maior genocida comunista é o Khmer Vermelho do Camboja: em três anos e
meio (1975-1979)
com sua política inclemente de transferência forçada
dos moradores das cidades para o campo
matou de fome e exaustão quase
25% da população

.
Os crimes do stalinismo e a matriz da
política de terror empregada por outros regimes comunistas
ficaram bem
conhecidos desde o XX Congresso do Partido Comunista Soviético em 1956.
O organizador do Livro, Stéphane
Courtois, é um ex-maoísta convertido em crítico do marxismo
ele
argumenta que o crime é intrínseco ao comunismo e não apenas um
instrumento de Estado ou um
desvio stalinista de uma ideologia de
princípios humanitários. Courtois também sugere a equiparação
do
comunismo ao nazismo, com base na ideia de que ambos partilham a mesma
lógica do genocídio.
“Os mecanismos de segregação e de exclusão do
totalitarismo de classe são muito parecidos com os
do totalitarismo de
raça”, escreve Courtois.
Quem ainda tem coragem de
defender tal barbárie? No entanto, ela ainda existe na mente
de muitos
acadêmicos, jornalistas e outros que parecem não conhecer as lições da
História.
Prof. Felipe Aquino