sábado, 29 de março de 2014

DIGA NÃO À IMPOSIÇÃO DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” NAS ESCOLAS

Não quero que a Ideologia de Gênero seja inserida no PNE!

 
Peço que vote contra a inserção da Ideologia de Gênero no Plano Nacional de educação. Trata-se de uma ideologia idealizada por fundações internacionais e pelos partidos de esquerda e que tem como objetivo final a abolição da família.  É apresentada sob a maquiagem da luta contra o preconceito, mas na verdade o seu objetivo é subverter completamente a sexualidade humana para que também a família possa ser destruída. Como se trata de uma ideologia controversa e sem nenhum fundamento científico, só resta aos seus defensores apresentá-la sob a bandeira da luta contra o preconceito.
Se essa ideologia for introduzida em nosso sistema educacional, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.
Diante do exposto pelo que vote contra a inclusão da Ideologia de Gênero no PNE. Não custa lembrar que estamos em ano eleitoral e que os responsáveis pela inclusão dessa ideologia em nosso sistema educacional serão lembrados nas urnas.

No final do ano passado, voi votado no Senado Federal o projeto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as diretrizes para todo o sistema educaional brasileiro para os próximos anos. Dentre os diversos problemas que se encontram no texto, o mais grave deles é a inserção da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional. Na ocasião, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia em nosso sistema educacional. 
Após a votação no Senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde será votado por uma Comissão Especial. A votação final ocorrerá no dia 19, na próxima semana. Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da insersação da Ideologia de Gênero. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni, do PT do Paraná, adotou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da Ideologia de Gênero no sistema educacional brasileiro. 
Como já foi explicado em outra ocasião, a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família. 
Além disso, a palavra “gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”. Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.
Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”. 
Por isso, temos de nos manifestar imediatamente e pedir aos deputados que rejeitem completamenta a introdução da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional.
Vote aqui:

quinta-feira, 27 de março de 2014

SÓ AMA O PRÓXIMO QUEM AMA A DEUS DE TODO O CORAÇÃO

Quando eu amo a Deus com todo o meu coração e com toda a minha alma, eu sou capaz de amar o meu próximo, eu sou capaz de respeitar o meu próximo, eu sou capaz de reconhecer o lugar que ele merece no meu coração.
 
"O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo!” (Marcos 12-28-31).

Os Mandamentos do Senhor não são pesados para nós, desde que saibamos colocar as coisas na devida ordem e no devido critério. Sim, é preciso ter prioridades em nossa vida; a vida de um ser humano, de um filho de Deus, começa a ficar bagunçada e a perder a ordem quando ele não estabelece critérios de prioridades.
E quais são as prioridades da nossa vida? A prioridade é aquilo que vem do fundo da nossa alma, as prioridades vêm das nossas paixões e de tudo daquilo que para nós é importante.
“Amarás o Senhor teu Deus com toda a sua força, com todo o teu coração, com toda a tua capacidade”. Saber colocar Deus em primeiro lugar significa ter os pensamentos de Deus, os sentimentos d’Ele e ser guiado por Ele. A voz interior d’Ele, que clama em nós, ordena, primeiro, a nossa vontade, pois quantas vezes nós temos vontades negativas dentro de nós? Quantas vezes vêm desejos dentro de nós que não são bons, são maus! Mas, se nós permitirmos que a voz interior, a voz de Deus, a qual nós encontramos um dia, comande a nossa vontade, nós poderemos discipliná-la mais. A voz de Deus, que comanda os nossos desejos e as nossas intenções, vai nos levar a cada dia a adorarmos o Senhor pela oração, pois quando amamos a Deus, nós acordamos sedentos d’Ele e dormimos com Ele dentro de nosso coração.
Quando nós amamos a Deus, nós O colocamos naquilo que fazemos; nós O colocamos em nosso trabalho, em nossas relações, nós O colocamos aonde nós vamos e onde estamos.
Amar a Deus não significa ser de Deus somente quando eu estou na Santa Missa, quando eu estou fazendo uma oração. Ser de Deus e amar a Deus significa colocá-Lo em primeiro lugar em todos os lugares e em tudo o que faço Ele ser prioridade para mim.
Quando eu amo a Deus com todo o meu coração e com toda a minha alma, eu sou capaz de amar o meu próximo, eu sou capaz de respeitá-lo e de reconhecer o lugar que ele merece no meu coração. É o amor de Deus que orienta todos os amores do nosso coração!
Que Deus abençoe você!
 

quarta-feira, 26 de março de 2014

A PÁSCOA SE APROXIMA MAIOR É NOSSA PREPARAÇÃO

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A Páscoa se aproxima; maior é a nossa preparação. 
Queremos mais transparência em nossas atitudes e 
poder enxergar melhor quem é Jesus. 
É tempo de perceber se estamos realmente empenhados 
contra a exploração humana. Até é preciso
sendo um ano eleitoral, avaliar se adotamos os critérios de Deus
 na escolha de nossos representantes, como na escolha de Davi. 
Se, de fato, acreditamos na Luz que é Jesus, não podemos 
admitir as trevas da exploração humana.
(Liturgia)

sexta-feira, 21 de março de 2014

PROJETO JESUS NA COPA IRÁ EVANGELIZAR NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

http://rccbrasil.org.br/imagens/images/Projetos/mar2014/missoes03.jpg 

O anúncio do Evangelho de maneira ousada e criativa tem sido realizado pelos membros do Ministério Jovem da RCC do Brasil com renovado ardor missionário e interação social. Prova disso, são as missões que os Sentinelas já realizaram como o Jesus no Litoral, missão Rio 2010 (pré-ENJ nas comunidades da cidade), JMJ Madri 2011, Maceió 2011, Belém/PA 2012 e a Missão Jesus no litoral na JMJ Rio2013. Em 2014, o trabalho missionário se estende aos eventos esportivos e pretende levar a "onda do amor de Deus" pelos estádios de futebol com o projeto Jesus na Copa.
O projeto é fundamentado nas 'DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2011 - 2015', no número 80, que diz:
"Contradiz profundamente a dinâmica do Reino de Deus e de uma Igreja em estado permanente de missão, a existência de comunidades cristãs fechadas em torno de si mesmas, sem relacionamento com a sociedade em geral, com as culturas, com os demais irmãos que também creem em Jesus Cristo e com as outras religiões. Inclusive eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que o Brasil vai sediar nos próximos anos, podem ser momentos de evangelização, especialmente da juventude" (Documento 94 CNBB. n 80).
De acordo com o coordenador nacional do Projeto, Ruy Lima, nos próximos dias, o Ministério Jovem da RCC do Brasil, lançará o 'Manual orientativo' para a missão que irá acontecer por conta da Copa do Mundo, conforme anunciado e motivado no workshop do Ministério, no último Encontro Nacional de Formação – (ENF 2014 em Aparecida - SP).  Além do manual, outras ações estão sendo preparadas para movimentar o dia do lançamento. “Tudo está sendo pensado, rezado e articulado com muito zelo, contemplando as mais variadas realidades do nosso país-continente onde sediarão a Copa. As 12 capitais sede ou ainda outras realidades que, mesmo não sediando a copa, estarão unidas a esta iniciativa da RCC do Brasil”, afirma o coordenador.
Portanto, o projeto representará um momento de grande unidade entre os membros do nosso Movimento com a sociedade. “Lembrando que a missão na Copa será executada diretamente pelas dioceses das cidades sede”, afirma Wiliam de Paula, coordenador nacional da Comunicação do Ministério Jovem.
Enquanto julho não chega, a equipe de organização se empenha com as orações no trabalho das atividades do projeto e motiva a juventude sentinela de todo o país: “Entendemos que precisamos preparar um povo bem disposto para o Senhor. E que "É CHEGADA A HORA"! A criação geme e espera, como que em dores de parto, pela manifestação dos filhos e filhas de Deus. Estamos sendo sucumbidos por tantas "alternativas" e situações que já nos cercam e querem eliminar qualquer proposta de vida e felicidade verdadeiras”, conclui Ruy.

quinta-feira, 20 de março de 2014

PRAZER EM CONHECE-LO

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 Houve um homem que deixou uma grande descendência, comparada com as areias do mar ou as estrelas do céu. Seu nome, Abraão (Cf. Gn 12,1-4), está ligado às grandes religiões monoteístas, o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. Um nômade chamado a deixar a própria terra, convocado a apostar numa promessa de paternidade, quando os anos lhe eram passados. Arriscou sua vida na visão do invisível, por ter conhecido a experiência magnífica da fé. Até seus afetos foram tocados, inclusive endurecidos, quando esteve disposto a sacrificar o fruto da promessa. É que alguém passava na frente de todas as suas seguranças. Ele é chamado pai da fé, para a imensa multidão que se espalha pelos rios da terra e da história!
No rastro deixado por Abraão, homens e mulheres caminharam atrás do invisível, enfrentaram obstáculos intransponíveis, viveram de esperança em esperança. Aquele em que acreditavam suscitou-lhes profetas, pessoas teimosas que entreviam luz onde tudo parecia treva, gente que arregimentava multidões, capazes de atravessar desertos durante quarenta anos, ou sofrer o exílio, a perseguição e a incompreensão. Muito mais tarde, depois de apanhar de tudo e de todos, cresce um resto pequeno e fiel, aqueles que foram chamados pobres de Javé. Com eles a chama permaneceu acesa. E veio Jesus, Verbo de Deus feito carne, para tornar visível e presente o amor de Deus, que amou seriamente o mundo!
Os que tiveram primeiro o prazer de conhecê-lo formaram um grupo, chamados de discípulos. Quem foram eles? Pescadores e pecadores, funcionários, comerciantes, publicanos, doentes que jaziam à beira da estrada, pobres e ricos, gente bonita e gente feia. Deus tem um gosto diferente! É que Ele vê lá dentro, sabe descobrir uma chama bruxuleante dentro do coração das pessoas. E o faz mais do que qualquer outro. Por isso, muitos querem ter o prazer de conhecê-lo.
Os primeiros discípulos tiveram surpresas ao se decidirem a seguir Jesus. Para muitas pessoas, a expectativa era de um Messias poderoso, cheio de poder e autoridade, disposto a enfrentar os poderes opressores, corajoso diante das ameaças. As conversas correntes aprontavam para um líder glorioso, e se apresenta um homem que percorre as estradas da Palestina, anunciando um Reino que é de Deus, propondo uma vida diferente, curando as pessoas, a espalhar o perdão, erguendo os braços e pernas vacilantes. Muito prazer tiveram ao conhecê-lo, ainda que os deixasse implicados com a novidade.
Uma das realidades humanas cultivadas por Jesus foi a amizade. Três de seus discípulos o acompanharam em ocasiões especiais. O primeiro, Pedro, homem da generosidade, da sinceridade, da insegurança e da negação. Depois os dois “Filhos do Trovão – Boanerges”, cujo apelido não deve ter significado muita coisa boa. Um deles, pela proximidade com Jesus, João, fez com que até hoje valorizemos quem é “amigo do peito”. Os três acompanharam Jesus quando foi à Casa de Jairo, estiveram com Ele (dormindo!) durante as horas de agonia no Horto das Oliveiras e foram reconhecidos como colunas da Igreja nos tempos apostólicos. Sempre próximos de Jesus, nas intervenções oportunas ou não, mas amigos, daquele tipo de amizade sincera que dizemos ser um santo renmédio! E foi diante deles que Jesus quis apresentar-se com o que havia de mais bonito, quando os conduziu ao monte que a tradição reconheceu ser o Tabor.
Ao se apresentar diante deles, Jesus teve o cuidado de assegurar-lhes, num respeito profundo às tradições em que tinham sido criados, testemunhas qualificadas, Moisés e Elias, a Lei e os Profetas. Como se não bastasse, é na nuvem da presença divina que são envolvidos e a voz do Pai se manifesta, para proclamar que nele estava todo o seu agrado. Por isso, era para escutá-lo. Prazer em conhecer Jesus! A experiência dos discípulos se destina a todos nós.
Conhecer Jesus quer dizer aprender que com a paixão e a cruz se chega à glória da Ressurreição. Deus não nos engana, mas nos faz realistas, com os pés no chão, para edificar a fidelidade cotidiana e enfrentar, sem desanimar, todos os desafios da vida. Discípulo se forma no torno de um cotidiano apertado mesmo, no qual se aprende a amar e a sair de si.
O prazer em conhecer Jesus leva as pessoas a se interessarem por Ele, pela força de sua Palavra, cria nelas o empolgamento pelas causas que são suas, como a verdade, a justiça e a fraternidade. Trabalhar pelo bem dos outros passa a ser a alegria da vida, e os pesos desaparecem! Ao descer das montanhas em que o Senhor se revela, ao longo da vida, àqueles que são seus, Ele continua pedindo o silêncio do testemunho, para que suas vidas suscitem questionamentos e as pessoas sejam conduzidas a fazerem a mesma experiência. Tanto é verdade que São Paulo, ecrevendo ao seu amigo Timóteo, não teve receio de dizer-lhe: “Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação. Portanto, não te envergonhes de testemunhar a favor de nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas, sustentado pela força de Deus, sofre comigo pelo evangelho. Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do seu plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus” (2 Tm 1,7-9).
O Pedro das várias aventuras com Jesus, que até pediu que dele se afastasse seu amigo, por sentir-se pecador, o que foi feito pescador de homens em lugar dos peixes, guardou a memória dos acontecimentos da Transfiguração: “Não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua grandeza. Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: ‘Este é o meu Filho bem-amado, no qual está o meu agrado’. Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele na montanha santa” (2 Pd 1, 16-18). Com Pedro, Tiago e João, descendo da montanha para a planície, resplandeça em nossas ações a luz daquele que tivemos o prazer de conhecer!

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Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL