quinta-feira, 30 de abril de 2015

5 PASSOS PARA DESCOBRIR O SENTIDO DA VIDA

Descobrir o sentido da vida é um caminho a ser percorrido com esforço diário

Muitos se perguntam: “Como descobrir o sentido da vida?”. Essa pergunta questiona o ser 
humano há milênios, independente de sua crença ou condição social. Encontrar o verdadeiro 
sentido de nossa existência terrena é um caminho que exige um esforço contínuo de crescimento 
interior e amadurecimento humano.


Em muitas situações dolorosas é comum ouvirmos: “Onde está Deus que 
não vê o meu sofrimento?”. 
Nas Sagradas Escrituras, encontramos Jó, que perdeu tudo o que possuía: 
bens, família e saúde. Sem absolutamente nada, ele, muitas vezes, questionou o Senhor. 
No entanto, algo nele permanecia inabalável: a fé. E este é o primeiro passo para que você 
descubra o sentido da vida: cultivar a fé em Deus. Sem ela, a esperança se desfalece e as manhãs 
sempre são nubladas e sem vida. As trevas do desânimo ofuscam a beleza da luz divina, que é 
fonte de amor e paz. Cultive a fé e permaneça fiel a Deus na alegria e na tristeza, na saúde 
e na doença e encontrará o sentido maior de viver.
Quem caminha pela vida sem direção segura facilmente se perde de si mesmo, dos outros 
e de Deus. O segundo passo Precisamos de uma orientação que nos guie e dê confiança
 todos os dias de nossa existência. 
Onde encontrar tal orientação que dá sentido à vida? A Palavra de Deus é luz para nossos passos.
 Ler, meditar e ouvir o que o Senhor nos fala por meio de Sua Palavra é um método seguro para 
retomar o caminho da paz, antes roubado por tantas preocupações.
Muitos possuem uma grande quantidade de bens materiais, mas tem uma vida triste e sem sentido.
 O dinheiro não trouxe a felicidade sonhada; os bens adquiridos preencheram momentaneamente 
o coração, que ainda se encontra em um grande vazio existencial. Mas há um tesouro que nunca 
se acaba e é fonte de felicidade eterna: a prática do bem. Jesus é o mestre da solidariedade, e Ele nos
 ensina que o maior tesouro se encontra no bem que praticamos. O terceiro passo para descobrir o 
sentido da vida é este: fazer o bem. Quando ajudamos alguém, nossa alma repousa em uma paz
 tão profunda, que nem mesmo a maior fortuna em dinheiro poderá comprá-la. Não tenha medo 
de ser solidário, pois os frutos são sementes de uma vida nova. Ame e deixe-se amar.
O quarto passo para descobrir o sentido da vida consiste em cultivar a paz no coração. 
A paz que sonhamos para nossa vida começa a ser construída dentro do próprio coração.
Não conseguiremos mudar o mundo enquanto não modificarmos o nosso interior. Pequenos
gestos fazem grande diferença. A semente da paz germina em atos de solidariedade e misericórdia. 
Cultive a paz concretamente e você a verá florescer em sua alma como uma linda 
manhã de eterna primavera.
O cultivo da fé, a orientação espiritual buscada na Palavra de Deus, a prática concreta do bem 
e a busca da paz só darão um sentido completo à nossa vida se estiverem alicerçados sob uma 
profunda e constante vida de oração. 

E este é o quinto passo para descobrir o sentido da vida: cultivar uma vida de oração.

A oração é alimento para nossa vida espiritual e humana. Quando oramos, preenchemos os espaços 
vazios de nossa alma com um amor que transcende toda a nossa existência. Deus habita nosso coração
  mas precisamos sempre ir ao seu encontro. A intimidade de uma vida de oração cultivada diariamente 
nos aproxima sempre mais de Deus e dos irmãos.
Não desanime em meio às tempestades da vida, mas busque, nestes cinco passos, um caminho 
seguro para que a sua vida tenha um sentido pleno de transcendência.

terça-feira, 28 de abril de 2015

8 CONSELHOS VALIOSOS PARA FORTALECER O CASAMENTO E EVITAR O DIVÓRCIO




Casamento duradouro é coisa do passado? Será que 
os católicos estão sendo transformados pelo mundo 
ao invés de transformá-lo.


Os segredos de um casamento feliz

Estes são os principais ingredientes de um casamento pleno e feliz:
 
1. Comunicar-se é um fator preventivo essencial
 

O que não se comunica não é compartilhado. O que não se compartilha acaba distanciando 
as pessoas. A distância desune. E o que desune acaba por extinguir e dissolver qualquer relacionamento, até que um se torna um estranho para o outro.
 
2. Respeitar e admirar o outro
 

Estes dois elementos ajudam o casal a evitar conflitos, pois os conflitos surgem especialmente quando um deixa de admirar o outro. Quando se deixa de admirar a pessoa, a falta de respeito 
é o seguinte passo, que começa com palavras e gestos e pode chegar o desrespeito físico
inclusive à violência doméstica.
 
3. Não fugir das dificuldades e não insistir nas diferenças
 

Para tentar resolver os problemas, a primeira coisa a ser feita é identificá-los, e depois enfrentá-los. Se as dificuldades forem silenciadas, o que era pequeno se tornará gigante e 
levará a uma crise. Quanto às diferenças no casal, elas sempre existirão. As pessoas são diferentes, homens 
são diferentes de mulheres e isso é inevitável. Tais diferenças nos tornam complementares
nos ajudam a crescer e a enriquecer-nos. O respeito às diferenças é uma oportunidade para 
que o casal se conheça melhor.
 
 
 4. Dedicar tempo, paciência e ternura
 

Quem não atende, não entende. Quem está sempre com pressa não consegue perceber a 
realidade do outro, não se permite afetar pela presença do outro. Quem ama dedica 
tempo ao amado, tem paciência para ouvir e compreender. E, se o tempo e a paciência 
estão presentes, a ternura acaba invadindo a intimidade do casal espontaneamente
como demonstração efetiva do amor.
 
5. Ter uma vida sexual plena e ativa
 

As relações sexuais são necessárias na vida do casal. Não são sua maior prioridade, mas 
sim uma das primeiras condições que define o casamento e precisa ser satisfeita. A vida 
sexual exige esforço e dedicação, é uma oportunidade maravilhosa para doar-se ao cônjuge.
 
 6. Respeitar a liberdade do outro
 

O fato de ser “uma só carne” não pode ser interpretado como fusão e confusão entre marido e mulher. O casal vive unido, mas ao mesmo tempo conserva em sua integridade aspectos diferenciais da personalidade de cada um. Por isso, é necessário estabelecer qual é o âmbito de liberdade de cada um, e respeitar isso.
 
7. Distribuir de maneira equilibrada e flexível as tarefas e papéis
 

É preciso saber identificar as qualidades e habilidades de cada um e distribuir as tarefas do
 dia a dia segundo tais características, sem deixar que o peso da vida cotidiana recaia 
apenas sobre um dos cônjuges. O casal precisa sempre somar, nunca subtrair; multiplicar
 não dividir; levar mais em consideração o que os une, não o que os separa.
 
8. Ser cúmplices um do outro
 

Casamento significa companhia, comunhão. É relativamente comum encontrar casais 
que se amam, que são ótimos pais de família, mas parece que falta alguma coisa
e é precisamente isso: não são companheiros! A vida de um não se tornou ainda uma 
companhia inseparável da vida do outro. Para isso, é preciso ser generosos para abrir 
 a própria intimidade e compartilhá-la com a pessoa a quem amamos. Quando os esposos 
se tornam realmente bons companheiros, o presente da intimidade transborda e surge essa 
alegria vital, que será percebida pelos de fora e realmente expressará essa união de sonhos, desejos, expectativas, fantasias, dizeres, sentimentos, projetos, pensamentos e lembranças.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ONDE DEUS FAZ FALTA OS DEUSES FAZEM MORADA

A SUPERSTIÇÃO

“Pois os sonhos fizeram errar muita gente, que pecou 
porque neles punham sua esperança…”
(Eclo 34, 7)

A Teia dos Sonhos e o Esoterismo 

Parece que a moda dos objetos esotéricos não cessam nunca!
Na verdade, é realmente este o intuito do Esoterismo; fazer com que mais e mais
pessoas de formas diferentes, estejam de alguma forma “ligadas” ao mundo deles.
Aquilo que hoje tem se tornado moda, não é na verdade algo novo, mas tem se espalhado
com força nas casas e principalmente entre os jovens e em bijuterias por eles usadas; conhecido
como Teia dos Sonhos ou Filtro dos Sonhos, é mais um objeto de superstição 
da moda do Esoterismo..
É preciso entender o que é esta Teia dos Sonhos, como ela foi criada, qual foi
a inspiração inicial para que você entenda que ela se encaixa perfeitamente como um  
objeto de superstição, como um amuleto, ou seja, um objeto esotérico.
A Teia ou Filtro dos Sonhos nasceu nas tribos indígenas dos EUA, conhecidos como
Ojibwe e fazem parte a décadas de suas tradições e costumes.
Cada tribo na verdade, tem o seu modo de fabricação da Teia dos Sonhos
mas o conceito para eles é o mesmo.
Para estas tribos indígenas, os sonhos sempre tiveram um papel fundamental, era como um tipo
de sinal vindo dos seus deuses, ou de seus ancestrais, e que continham uma mensagem por
detrás dos mesmos que precisavam ser decifrados.
As Teias dos Sonhos em geral eram feitas de ramos de Salgueiros flexíveis, em formato de
circulo, e revestido de tiras de couro. Formam as teias um tipo de fibra resistente
onde permanece uma passagem em forma de circulo. A Teia também é composta de penas
de Coruja simbolizando a Sabedoria e penas de Águia, que simboliza a Coragem.
Funciona mais ou menos assim:

A Teia dos sonhos e o Esoterismo 

Os Ojibwe acreditam que quando a noite cai, o ar se enche de sonhos, sonhos bons e
sonhos ruins. E ainda que seja pesadelos, eles acreditam que há uma mensagem provinda
dos mesmos. Mas além dos sonhos eles acreditam que o ar estão cheios de energias negativas 
 também e que estas energias podem fazer mal à eles.
Portanto a Teia dos Sonhos serviria exatamente para isso:
O que são os maus sonhos e estas energias negativas quando chegassem próximo
 a Teia dos Sonhos ficariam presos na teia, e os bons sonhos passariam pelo circulo 
aberto ao centro. Ao amanhecer os raios de sol atingindo a Teia dos Sonhos
dissiparia todos os maus sonhos e energias presos a ele.
Existe uma lenda de uma aranha que fala com uma senhora e etc….Mas ai é claro
que esta mais para lenda que para a realidade…
Portanto esta é a base da Teia dos Sonhos: Captar más energias e liberar boas energias. 
Nos dar sabedoria e Coragem.
Agora vamos ao que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina, em seu numero 2111:
“A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe
Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando 
atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás 
legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais 
sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores 
que exigem, é cair na superstição.”
Está, penso eu, que bem claro! Colocamos num objeto, atribuimos a ele uma 
“importância magica” que na verdade ele não tem.
Queremos estar livres de certas “energias negativas” nos desviando de Deus
da Oração, e caindo na superstição com tal objeto. No objeto em si está nossa crença
 na materialidade do objeto…
Voce sabia que até mesmo objetos que pela benção de um sacerdote se tornou um sacramental
se colocado somente no mesmo a “respectiva eficácia” pode se cair na superstição?!
Sim, porque voce se desviou desta forma do culto a Deus, atribuindo a um objeto
mesmo que religioso, a eficacia…
Portanto, e para finalizar: A Teia dos Sonhos ou Filtro dos Sonhos é sim mais um objeto esotérico
que leva as pessoas a cair na superstição e no erro.
O Cristão nao deve ter isso em sua casa, e deve sempre explicar as pessoas que usam este tipo de objeto
o risco de se desviarem de Deus e do culto prestado ao mesmo.
Cristão nao usa e nao tem o Filtro dos Sonhos consigo.

Deus abençoe voce!

Por: Danilo Gesualdo

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O QUE É PRECISO PARA TER UMA VIDA NOVA?


Precisamos viver uma vida nova em Deus. Chega de levar uma vida antiga
cheia de amarguras, pensamentos negativos e escuridão, uma vida movida por ignorâncias 
e teimosias que nos afastam totalmente do Senhor. Os que assim vivem não se preocupam mais 
com o que é certo ou errado, simplesmente se entregam às práticas impuras, sendo guiados 
pela imoralidade e por uma mente má.
Deus nos quer em outro caminho. Para isso, precisamos viver um verdadeiro encontro 
pessoal com Jesus, viver a verdade e nos desfazermos de todo o passado tenebroso. 
Ou seja, é necessário renunciarmos ao velho “eu” e seus caminhos corrompidos, imorais e enganosos.
Portanto, nossas atitudes e pensamentos devem mudar, e para deixarmos o “eu” velho devemos 
nos livrar das culpas do passado que propiciam o desperdício de momentos importantes de nossa vida. 
Até mesmo remoer o comportamento do passado é um veneno, pois imobiliza o nosso presente 
e pode ter repercussão no futuro.

 Wellington Jardim (Eto)

QUEM VOS OUVE, A MIM OUVE

A origem da hierarquia da Igreja e a sucessão apostólica

A primeira sucessão apostólica encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada. No Novo Testamento
 lemos, no capítulo 1 dos Atos dos Apóstolos, como S. Pedro declarou a vacância do posto
(ministério) de Judas Iscariotes e apontou a necessidade de que alguém a ocupasse:

“Naqueles dias, Pedro se pôs de pé em meio aos irmãos – o número de pessoas reunidas era de
cerca de cento e vinte – e lhes disse: 'Irmãos, era preciso que se cumprisse a Escritura, em que
o Espírito Santo, pela boca de Davi, havia falado acerca de Judas, que guiou aqueles
que prenderam Jesus. Porque ele era um de nós e obteve um posto neste Ministério
convém, pois, que dentre os homens que andaram conosco todo o tempo em que Jesus viveu
entre nós, a partir do batismo de João até o dia em que nos foi levado, um deles seja
constituído testemunha conosco de sua ressurreição. Apresentaram dois: José, chamado
Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. Então oraram assim: 'Tu, Senhor, que conheces
os corações de todos, mostra-nos qual destes dois elegeste para ocupar no ministério do
apostolado o posto do qual Judas desertou para ir para onde lhe correspondia'.
Lançaram a sorte e caiu sobre Matias, que foi agregado ao número dos doze Apóstolos."
(At 1,16-17.21-26).


Prova bíblica da instituição dos presbíteros por meio dos 

Apóstolos ou outros presbíteros previamente ordenados

Como vimos, está claríssima a consciência que tinham os Apóstolos de que o seu ministério
não deveria permanecer vacante (posteriormente este ministério será desempenhado pelos bispos).
Também estavam conscientes da obrigação que tinham de que seus sucessores poderiam exercer
seu ministério de forma plena, organizando igrejas (dioceses e paróquias) e colocando à sua frente
 homens capazes. Assim, vemos como o livro dos Atos dos Apóstolos revela que uma das principais atividades dos Apóstolos era fundar igrejas e designar presbíteros para elas:
“Designavam presbíteros em cada igreja e, após fazer oração e jejuns, os encomendavam
ao Senhor em Quem haviam crido." (Atos 14,23)

No começo, os presbíteros eram nomeados exclusivamente pelos Apóstolos; posteriormente
também por outros presbíteros já ordenados. Não existia, como jamais existiu no verdadeiro cristianismo
o que se costuma ver em igrejas "evangélicas", onde alguém que possua certas capacidades ou
aptidões simplesmente funda uma nova "igreja" e toma nela, por conta própria, o posto de "pastor".

Exemplos claros encontramos nas epístolas paulinas, onde S. Paulo menciona a ordenação de
Timóteo como presbítero através da imposição das mãos, e o exorta a não instituir a qualquer pessoa
como presbítero (evidente que, ainda mais, ninguém poderia se autoproclamar presbítero).

"Por isto te recomendo que reavivas o carisma de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque o Senhor não nos deu um espírito de timidez, mas de fortalezade caridade e de temperança. Não te envergonhes, pois, nem do testemunho que hás de dar de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro. Ao contrário, suporta comigo os sofrimentos pelo Evangelho, ajudado pela força de Deus, que nos salvou e nos chamou para uma vocação santa, não por nossas obras, mas por sua própria determinação e por sua graça que nos deu desde toda a eternidade em Cristo Jesus." (2Tm 1,7-9)

“Não descuideis do carisma que há em ti, que te foi comunicado pela intervenção profética através da imposição das mãos do colégio de presbíteros." (1Tm 4,14)
“Não te precipites a impor as mãos sobre alguém, nem participes dos pecados alheios. Conserva-te puro." (1Tm 5,22)

Voltamos a frisar o que afirma S. Paulo: que a ordenação de Timóteo se deu mediante a imposição
das mãos do colégio de presbíteros ou do "conselho de anciãos". Vemos então que os primeiros
presbíteros foram ordenados pelos próprios Apóstolos e os presbíteros seguintes foram ordenados
pelos Apóstolos ou por outros presbíteros previamente ordenados. O certo é que para que uma ordenação seja válida, é preciso que o aspirante seja ordenado por um presbítero que por 
sua vez tenha sido ordenado por outro presbítero, e assim sucessivamente, numa linha descendente que tem origem nos Apóstolos e, deles, ao próprio Senhor Jesus Cristo
que os elegeu. A esta legítima linha de sucessão chamamos "Sucessão Apostólica".
   
O mesmo ocorre com Tito, que também sendo um presbítero, é enviado por S. Paulo a organizar
as igrejas e instituir presbíteros para o seu governo:
"O motivo de ter-te deixado em Creta foi para que acabasses de organizar o que faltava e
estabeleceres presbíteros em cada cidade, como te ordenei." (Tt 1,5)

A finalidade era sempre clara:
"Tu, pois, filho meu, mantei-te forte na graça de Cristo Jesus; e do quanto me tens ouvido
na presença de muitas testemunhas, confiai-o a homens fiéis, que sejam capazes, por sua vez
de instruir a outros" (2Tm 2,1-2)

Em conformidade com o claríssimo testemunho das Sagradas Escrituras, também em documentos
extra-bíblicos antiquíssimos (desde o início do séc. II) é possível observarmos que a Igreja
primitiva já estava organizada hierarquicamente com o colégio de bispos, presbíteros e diáconos.

O bispo era o chefe de uma "igreja", isto é, de uma diocese, um conjunto de paróquias
 geograficamente organizadas. Cada paróquia tinha como ministro um presbítero; este era
o sacerdote responsável por ministrar os Sacramentos e orientar os fiéis na doutrina.

Era normalmente auxiliado por diáconos. Tudo isto é testificado, por exemplo, nas sete cartas
de Santo Inácio de Antioquia [1] datadas do ano 107 (escritas antes mesmo da organização
final dos livros da Bíblia). Santo Inácio foi Bispo de Antioquia e discípulo pessoal dos
Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.


O Episcopado tem origem na Sucessão dos Apóstolos

Episcopado é o nome que se dá ao ministério do Bispo. O Episcopado tem origem no ministério
dos Apóstolos, como vimos. Isto é, foi o próprio Senhor Jesus Cristo Quem elegeu os Apóstolos
como Bispos da Sua Igreja, que Ele mesmo instituiu sobre a Terra (Mt 16,18). Com efeito, a Bíblia
ensina que Nosso Senhor deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: "Quem vos ouve
a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita àquEle 
que me enviou" (Lc 10,16).

Eles, os Apóstolos, estariam agora assentados na Cadeira de Moisés, e no lugar dos escribas
e Fariseus (cf. Mt 23,2-3). Por isso, o Cristo deu a eles a autoridade que outrora foi dada a Moisés:
 "ligar e desligar, atar e desatar", com o sentido de unir e desunir: definir o que é certo e o que é
errado em termos de doutrina verdadeiramente evangélica (cf. Mt 18,18). Por essa razão
São Paulo ensina que “a Igreja do Deus Vivo é a Coluna e o Fundamento da Verdade”
(cf. 1Tm 3,15).

Como os Apóstolos não permaneceriam conosco para sempre, e como o mundo é muito grande
nas várias regiões e nações aonde eles iam pregando o Evangelho, iam também instituindo novos bispos
que deveriam cuidar do rebanho de Cristo em sua ausência. – E, claro, após a sua morte também.
Afinal, Jesus prometeu que estaria com a sua Igreja até o fim dos tempos
e não até a morte dos Apóstolos (cf. Mt 28, 20).

Um dos testemunhos históricos mais antigos desta realidade está na Primeira Carta de São Clemente
 aos Coríntios (2), escrita por volta do ano 90 (dois séculos antes da composição final da Bíblia Cristã). Clemente, 4º. Bispo de Roma na sucessão de Pedro, escreveu:

“(42) Os Apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram.

Jesus Cristo foi enviado por Deus; Cristo, portanto, vem de Deus, e os Apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da Vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza por causa da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela Palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ‘Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé’."

“(44)Nossos Apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério."

“A História Eclesiástica”[2], de Eusébio de Cesaréia, é outro dos mais rigorosos registros dos acontecimentos dos primeiros quatro séculos da Igreja, incluindo a realidade histórica da sucessão dos Apóstolos. Segundo a o ensinamento que os Apóstolos diretos de Jesus Cristo comunicaram aos seus discípulos, os bispos da Igreja são sucessores diretos dos Apóstolos. É exatamente por isso que, fora da Sucessão dos Santos Apóstolos, não há nem pode haver Episcopado verdadeiro: logo, não há Igreja de fato.


Ordenação Episcopal de Dom Júlio E. Akamine

Testemunhos históricos da Sucessão Apostólica

Alguns membros de algumas das novas seitas ditas "evangélicas" chegam ao extremo de alegar que a Sucessão Apostólica teria sido inventada pela Igreja Católica para sustentar que só ela possui bispos e presbíteros verdadeiros. Nada está mais distante da realidade, por tudo o que acabamos de ver e por muitos outros motivos, como o fato de que a Igreja Católica não alega que só ela possua bispos e presbíteros verdadeiros. Ela reconhece a validade dos ministros da Igreja Ortodoxa, que são também sucessores dos Apóstolos. – É no mínimo curioso como o subjetivismo protestante tenta inverter os fatos, querendo "reinventar" até a História! Não foi a Igreja Católica que inventou a Sucessão Apostólica: o protestantismo é que precisou inventar que a Sucessão dos Apóstolos não é um fato (ignorando as afirmações diretas das Sagradas Escrituras, que eles tem como regra de fé, juntamente com a farta documentação existente, os registros historiográficos, a arqueologia, etc.) pois esta é a maior prova de que as tais "igrejas", ditas "evangélicas", não são igrejas de fato, mas apenas seitas que deturpam o cristianismo original.


Conclusão

Desgraçadamente, sair por aí inventando “igrejas” e se intitulando a si mesmo "pastor", "bispo" e até "apóstolo" (!) é coisa muito, muito fácil, e praticamente estimulada pela nossa legislação, que inclusive oferece isenção de impostos a toda sorte de falsos profetas. Tanto é verdade quer, nos tempos atuais, "igrejas" são encaradas e geridas como se fossem empresas, verdadeiras máquinas de fazer dinheiro. Fundar "igreja" e se intitular a si mesmo de "bispo" é talvez o charlatanismo mais rentável de todos! Exemplos de patifes que amealharam imensas fortunas usando o santo Nome de Deus em vão e corrompendo o Evangelho são bem conhecidos. Infelizmente, pessoas ingênuas e desesperadas, sem nenhum conhecimento da fé e da verdadeira Igreja, nunca faltaram. A responsabilidade por essa situação, em parte é dos próprios presbíteros e bispos atuais, mas este é um outro problema muito vasto, que não nos compete analisar. Um dia, cada um de nós prestará contas diante do Justo Juiz. Por isso, católico, é de suma importância que você conheça o nosso passado, as nossas raízes, a história da verdadeira Igreja, e que preserve a memória cristã.

Em resumo, fora da sucessão regular dos Apóstolos não há verdadeiro episcopado, não há verdadeiro ministério, não há bispos e, menos ainda, "apóstolos". Não há Igreja de fato. Por esta razão, os chamados “bispos evangélicos" não são bispos, e suas “igrejas” não são igrejas. Dizer isto não é ser intolerante, nem rigoroso, nem grosseiro. É apenas e simplesmente falar a verdade. Ou será que para sermos gentis e tolerantes deveríamos ser coniventes com a mentira?

Já está mais do que na hora desses nossos irmãos saírem de sua falsa “redoma bíblica” e procurarem conhecer a verdadeira fé cristã, dos primeiros séculos, dos tempos em que a Bíblia Sagrada ainda nem estava definida, e que é a mesma fé de hoje e de sempre. Os que assim fizeram acabaram retornando para a primeira e única Igreja de Cristo, como aconteceu neste caso e em muitos outros.  –Pois Jesus é a Verdade, e Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. O que sempre foi Verdade não pode ser mentira agora.

Peçamos a Deus que nossos irmãos separados ditos "evangélicos" sejam libertos do subjetivismo e do engano. E que mais e mais católicos busquem conhecer melhor o tesouro que possuem na Igreja Católica, e deem o seu testemunho sempre que tiverem oportunidade para tanto.