sexta-feira, 20 de maio de 2016

ORAÇÃO DE CURA POR UMA CRIANÇA DOENTE

 

"Ele voltou, pois, a Caná da Galileia, onde transformara água em vinho. 
Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. 
Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi a ele e rogou-lhe que descesse 
e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: 
Se não virdes milagres e prodígios, não credes… Pediu-lhe o oficial: Senhor, desce antes 
que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! 
O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados 
vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então 
deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora 
a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: 
Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa." (João 4, 46-53)

 (Um momento de silêncio para que a Palavra de Deus com seu poder penetre 
em seu coração e encha você de fé: Deus pode fazer esta cura novamente!) 

Oração

Amado Senhor,
Tu conheces o coração dos teus filhos
e não ficas indiferente diante do pobre que te suplica.
Venho hoje, como o oficial do rei do Evangelho,
para pedir-te que desças e cures nossa criança doente, …….. (nome da criança).


Mesmo com toda a preocupação, com a dor e o desconcerto,
sabemos que esta doença está dentro do que Tu permites
e aceitamos este momento como oportunidade de purificação,
de abandono em tuas mãos,
de oferecimento generoso das nossas vidas.
Com este sofrimento, nós nos unimos às dores de Cristo
pela salvação do mundo.

Pelo poder do mistério da tua infância
e da tua vida oculta no lar de Nazaré,
nós te pedimos, Senhor, que cures ………….. (nome da criança),
a quem Tu conheces e amas.
Cuida do seu corpo e da sua alma.
Restabelece sua saúde, segundo a tua vontade.

Tu, que recebeste os cuidados amorosos de Maria e José,
consola e fortalece seu pai e sua mãe,
não permitas que caiam no desespero,
na dúvida, na depressão.
Que, em sua dor, eles saibam recorrer a Ti
como fonte de verdadeira, plena e duradoura
cura do corpo e da alma.

Nós te apresentamos o lugar em que esta criança está:
reveste esse espaço com tua força e graça.
Afasta dele tudo o que, material ou espiritualmente,
possa ser um obstáculo para a recuperação da saúde.

Nós te apresentamos os profissionais de saúde
que atendem esta criança: reveste-os com a tua sabedoria,
ilumina-os, para que possam acertar no diagnóstico e no tratamento.
Que sejam instrumentos da tua cura.

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
tu que cuidaste de Jesus com esmero e constância,
alcança a graça da confiança para a mãe de ……….. (nome da criança),
para que ela, como tu, possa ver seu filho crescer
em estatura, idade e graça diante de Deus e dos homens.

Querido São José, que foste protetor da Sagrada Família
e a defendeste de todos os perigos,
intercede diante de Jesus pelo pai de ………… (nome da criança),
para que consiga manter-se forte em meio à dor e à preocupação.

Senhor, Tu nos disseste que devemos crer que
já obtivemos a graça que te pedimos com fé na oração;
agora elevo minha voz e meus braços para dar-te graças
pela saúde que ……….. (nome da criança) receberá,
pelo poder do teu amor que escuta esta oração confiante.

Reconhecemos que já estás agindo e curando, Senhor.
E te louvamos com fé.
Tu és o Senhor e Salvador das nossas vidas.
Nós te amamos e reconhecemos tua grandeza.
A ti toda glória, agora e sempre.
Amém.

(Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória)

 




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ei, Católicos, vocês adoram imagens!


<a href="http://www.shutterstock.com/en/pic.mhtml?id=75257152&src=id" target="_blank" />Virgin Mary</a> © Thaagoon / Shutterstock
Nem cheirar, nem matar, nem traficar, nem roubar 
doce de criancinha; o pecado mais atiça a sanha dos 
nossos irmãos evangélicos é a idolatria. E, nesse 
ponto, quase todos os católicos vivem sendo “crenticados”.
A estratégia dos nossos acusadores é a da tijolada: 
pegam uma passagem da Bíblia, tiram ela do seu 
contexto e a lançam na nossa cabeça, sem dó. 
Neste caso, o tijolo, isto é, o texto que usam 
como arma para atacar a nossa fé é o seguinte:

 “Não terás outros deuses diante de minha face. 
Não farás para ti escultura, nem figura alguma 
do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre 
a terra, ou nas águas, debaixo da terra. 
Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto.” 
(Ex 20,3-5)

 De fato, o texto não deixa margem para dúvidas: 
prestar culto a imagens de santos, como nós católicos 
fazemos, seria realmente um pecado gravíssimo…  
na época do Antigo Testamento
A proibição era, então, absolutamente necessária, 
mas perdeu o seu sentido quando o Velho 
deu lugar ao Novo Testamento.

 Explico: o povo que vivenciou o Êxodo era, em 
grande parte, idólatra. A crença no Deus de Abraão, 
Isaac e Jacó não os imunizou da influência religiosa 
dos demais povos. Assim, o culto aos ídolos 
– primeiramente o bezerro de ouro, e depois os baals 
– era uma fonte de frequentes aborrecimentos e 
decepções para o Senhor.

 Por isso, havia o grande risco de os hebreus 
perceberem o Deus da Aliança como mais 
um deus, o que deus estava “em alta” 
no momento, e não como O Deus, Único e Verdadeiro. 
Javé precisava deixar claro o abismo que havia 
entre os ídolos e Ele: Ele não é produto da mente 
humana, nem tampouco a Sua doutrina. 
Ele é o Deus que se revelou, Ele é Aquele que É 
(“Eu Sou Aquele que Sou” – Ex,3-14). 
Os ídolos, por sua vez, eram patéticos e 
impotentes objetos de pau, metal ou pedra, que 
representavam esquemas religiosos e doutrinas 
criadas pela imaginação humana.

 Assim, foi preciso tomar uma medida educativa
proibir que o povo fizesse qualquer imagem do Senhor
para deixar claro que Ele não era mais um deus 
inventado moldado por mãos humanas. 
Ademais, ninguém conhecia o Seu rosto, e 
nenhuma imagem poderia ficar à altura da 
Sua imensa glória:
“No dia em que o SENHOR vos falou do meio do 
fogo no Horeb, não vistes figura alguma. 
Guardai-vos bem de corromper-vos, fazendo 
figuras de ídolos de qualquer tipo.” (Dt 4, 15-16)

 
Entendida a razão que originou da proibição do culto 
às imagens? Então, passemos à segunda parte da história…
“Jingle Bells, jingle Bells!…”.  
Deus finalmente nos mostrou a Sua face
Todo o poder, o amor, a beleza, a misericórdia 
e a força Deus sem rosto e sem nome cabiam 
agora no corpo de um Menino. Os olhos dos 
homens finalmente podiam contemplar a FIGURA 
do Criador: “Quem Me vê, vê também Aquele que 
Me enviou” (Jo 12,45).

 Talvez o nariz ou os olhos fossem parecidos 
com os de Sua Mãe. Talvez. Mas o certo que os 
traços do rosto de Jesus não seriam jamais 
esquecidos ou ignorados pelos cristãos 
da comunidade primitiva. 
As paredes das catacumbas estão lá, para 
quem quiser e puder ver: pinturas de santos 
– inclusive de Maria, ó que pecado! 
– e personagens bíblicos para todo o lado.

 Assim, não podemos compreender a Bíblia 
sem considerar a Tradição da Igreja, que, desde 
os primeiros séculos, entendeu que os ícones que 
 representavam o Senhor, Maria e os santos 
exprimiam de forma legítima a fé e a esperança 
do nosso povo. Não custa lembrar o óbvio: 
a proibição do culto às imagens está diretamente 
relacionada ao combate à adoração de outros deuses. 
Por isso, o mandamento que condena a idolatria 
não se aplica no caso das imagens católicas, já que 
estas nos remetem à glória do próprio Cristo. 
Os ícones católicos nos testemunham sobre a vida 
de personagens reais e históricos (e não imaginários
como os ídolos), que dedicaram sua vida ao Senhor.

 A relação dos católicos com as imagens de 
Jesus e dos santos é comparável à que qualquer 
pessoa tem com a fotografia das pessoas amadas
Quando olhamos a imagem de alguém importante 
para nós, a afeição se projeta; trazemos as fotos 
com carinho na carteira, colocamos em um canto 
de destaque na sala, beijamos o papel inerte 
quando a saudade aperta… E ninguém
por mais imbecil que seja, faria algum 
comentário infeliz aludindo a “idolatria”.


Pra encerrar, digo que este post não tem 
o objetivo de fornecer munição para que você,
católico, possa se justificar quando te “crenticarem”. 
Não vale a pena gastar a saliva (a não ser nos raros 
casos em que há a possibilidade de um diálogo 
honesto e objetivo). O papo aqui é mesmo para 
nos ajudar a compreender as raízes da nossa 
própria identidade. Assim, sabendo quem nós 
somos e porque nós somos, nos tornamos mais capazes 
de viver a nossa fé de forma alegre, livre e consciente.

Por isso, se alguém vier lhe chamar de idólatra, não discuta
Manda o cara falar com a sua mão. 

A Segunda parte continua aqui:
http://ocatequista.com.br/archives/13732

domingo, 8 de maio de 2016

MÃE, ALEGRIA EM DAR TUDO SEM RECEBER NADA EM TROCA


A maternidade tem o poder de impulsionar a mãe a
se doar completamente sem receber nada em troca
Independente de ser capaz ou não de gerar um filho 
em seu ventre, toda mulher é chamada a ser mãe, nisso 
constitui a essência de seu ser feminino.
 “A maternidade é a ternura de Deus na vida e na 
alma de toda mulher'',
é o grande carisma feminino, seja ele realizado na maternidade biológica, na 
adoção ou na maternidade espiritual.  
Ser mãe é ser capaz 
 de gerar vida, nutrir, proteger e guardar! Amor de mãe pode ser traduzido em uma palavra: doação. 
A mãe doa sua vida, doa seu tempo, sua força, energia e juventude para cuidar
amparar, proteger e formar seu filho em todos os sentidos.

Falar desse sentimento é entender que é a mais completa forma de amor. O amor de uma 
mãe é tão sincero e tão profundo, que o próprio Deus usa deste sentimento para compará-lo 
ao seu amor por nós. A mãe é a guerreira incansável, é a rainha do lar, aquela que passa 
dia e noite pacientemente amamentando, consolando e cuidando do seu filho. 
A mãe “vive em seu filho”e os sofrimentos deste se acham contidos em sua vida.

 Amor incondicional

Ela é a prova viva do amor incondicional de Deus por nós, pois assim como Ele, ela é 
capaz de amar com todo o seu coração sem esperar nada em troca, pois quando se 
é mãe, mais do que nunca se é capaz de entender a sabedoria máxima de que “há mais 
alegria em dar do que em receber”. A mãe sabe o que é viver isso desde o mais profundo 
de suas entranhas, desde o mais profundo de sua alma, a cada minuto de seu dia, em cada 
hora de suas noites em claro. 

Um amor sincero, sem limites, que sabe sacrificar a própria vida para gerar mais vida; um 
amor que sabe renunciar, mas que também sabe sonhar; um amor que sabe morrer para 
si mesma, mas, ao mesmo tempo, deseja viver mais – não apenas para realizar seus 
sonhos, mas também para ver realizados os sonhos de seus filhos.

A mãe vive no filho, mas o filho não vive na mãe; pelo contrário, todo destino materno 
não faz senão repetir até ao infinito as dores do parto. Dar a vida a um filho quer 
dizer vê-lo se separar de sua vida dia após dia, e as dores do parto não passam 
apenas de um começo.
Nenhuma solidão é comparável à solidão materna, pois não é um ser amado distinto 

dela que a deixa, senão aquele que é a própria extensão de seu ser.

 Impossível falar de mãe sem falar da pureza de um amor que, diante de todo sofrimento
disse ‘sim’: Maria. Uma mãe que, como tantas outras, olha com lágrimas nos olhos 
o presente e o futuro do seu filho. Talvez seja por isso que Maria se expressa em cada 
olhar de mãe em cada gesto de doação da mulher. No rosto de uma mulher que assume 
a maternidade inteiramente, mesmo diante de tudo o que possa vir, está sua capacidade 
de, ainda assim dizer ‘sim’, mesmo que um dia a espada possa vir a lhe transpassar o coração.

Ser mãe e ter o sentido maternal 

significa voltar-se especialmente para os mais necessitados, debruçar-se amável e 
caridosamente sobre cada coisa pequena e fraca sobre a face da terra. 
Acolher de braços estendidos os abandonados, estar aberta a todos aqueles que pedem 
socorro e proteção. Por isso, a alma de toda mulher foi feita para ser maternal, e 
esse é um chamado sublime. Ela é aquela que como Maria é capaz de morrer para 
si mesma e de deixar de existir para que o outro exista.


Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar e amar… Amar com um amor incondicional que 
nada espera em troca. Afeto desmedido e incontido, mãe é um ser infinito. 
E a verdadeira essência da maternidade é vencer o tempo. A mulher que dá à luz um 
filho estende a vida até o infinito; a mulher que é mãe espiritual é também a guardiã 
e protetora dos valores espirituais e carrega consigo no tempo uma parte do eterno. 
Em ambas as formas, é ser o próprio amor manifestado 
em forma de mulher.

Bem-aventuradas são todas as mães! Se nesta vida são capazes de suportar 
grandes dores sem, muitas vezes, serem reconhecidas, no íntimo de sua alma 
sabem que já receberam a maior das recompensas d’Aquele que tudo vê, tudo 
sabe e tudo conhece!
  

Judith Dipp


Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura
e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos.