terça-feira, 19 de março de 2013

VIVEMOS NO MUNDO MAS NÃO SAMOS DO MUNDO



 

Queridos servos da RCC Criciúma, vivemos em uma sociedade onde o relativismo ganha cada vez mais adeptos. Infelizmente muitos servos nossos tem entrado nessa onda, deixando de lado a verdade absoluta do Evangelho afirmando que as verdades morais e religiosas variam conforme a época, dizendo que o que era pecado antes, em nosso tempo não é mais.

É por causa desse relativismo moral que encontramos servos, às vezes coordenadores que aceitam o divórcio, o aborto, os vícios, as baladas e noitadas. Vivendo de uma forma como se tudo isso fosse normal. Somos chamados a Santidade e vivência da Fé de forma concreta e verdadeira. Muitos servos têm “caído”, por não terem coerência e firmeza na Fé.

Queridos é hora de despertar, acordar do sono espiritual que estamos vivendo. Nossos grupos de Oração necessitam voltar a vivência espiritual, sacramental e comunitária só assim encontraremos forças para vencer todos os desafios que tem se levantado contra nossos grupos e servos. Chega de viver como o mundo, estamos no mundo, mas não somos do mundo e precisamos vencer o mundo e Esta é a vitória que vence o mundo a nossa Fé (1 João 5,4).

Quando alguém nasce de novo, a sua carne não se converte. O seu espírito se torna perfeito, mas a carne continua com as mesmas inclinações pecaminosas. Se tu não deixares o amor do mundo de lado, ele te vence. É por isso que, muitos de nossos servos permanecem ligados às coisas do mundo, à música do mundo, à filosofia do mundo, à forma do mundo viver. Uma vez tendo nascido de novo, não devemos deixar que a concupiscência ou que as tendências da nossa carne nos faça ter ligação com o mundo.

A Bíblia diz que nós somos Luz do mundo, que somos sal da terra, que temos que iluminar, que não devemos ceder ao mundo.  Não estranhe, mas você precisa ser diferente! Não porque você quer, mas porque o cristão é realmente diferente. O sal é diferente do restante dos alimentos. A luz é diferente da escuridão. Jesus afirma claramente: ”Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo”. Em Jo 17,14, o Senhor declara também: ”Eu lhe dei a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. E não peço que os tirei do mundo”.

Queridos peço que, o Espírito Santo nos conceda os carismas necessários para que possamos viver segundo o Espírito de Deus. Podemos começar uma transformação e um propósito já nesse final de quaresma, peço que todos os servos de nossa diocese procurem a confissão nesses dias, para que no Domingo da Ressurreição possamos com Cristo ressuscitar para uma nova Vida.

Que Deus abençoe e o Espírito Santo vos guie!

Ronaldo Alves canto
Coordenador RCC Diocese de Criciúma


sábado, 16 de março de 2013

CARISMÁTICOS EM ORDEM DE BATALHA



Esta intimidade com o Senhor diz respeito a trazer de volta a originalidade que ganhamos quando experimentamos o encontro pessoal com o Senhor e nesse processo, aprofundar a nossa espiritualidade é um elemento fundamental. Foi pensando nisso que iniciamos em 2012 uma grande mobilização nacional de oração onde durante as vinte quatro horas de todos os dias deste ano a RCC do Brasil se manteve em permanente oração de intercessão.

A partir desta mobilização de oração travamos um verdadeiro combate espiritual em defesa da nossa identidade e espiritualidade para que a nossa missão na RCC, que é exercida basicamente nos nossos Grupos de Oração, obtenha a eficácia desejada pelo Senhor.

Anunciar o nome de Jesus a todas as pessoas e exaltar seu Senhorio é a nossa missão e a razão de existirmos. Uma missão que ficou ainda mais fortalecida neste último ano com a Mobilização
Nacional de Oração


Sabemos, no entanto, que todo combate espiritual sempre provoca uma reação do inimigo e, por isso, precisamos continuar alertas e em posição de batalha. Não podemos de forma nenhuma dar qualquer chance ao maligno e, portanto, é imprescindível a nossa mobilização no sentido de oferecer resistência àquele que incansavelmente investe contra os filhos de Deus.
Assim meus amados irmãos, neste ano somos convidados a nos manter mobilizados em constante oração de intercessão, oferecendo resistência ao mal, impedindo-o de entrar na nossa vida, na nossa família, no nosso Grupo de Oração, na RCC...

Não vamos parar e muito menos recuar!

Vamos avançar na busca de uma maior intimidade com o Senhor para nos tornar amigos de Deus. Este é um caminho seguro para exercermos o apostolado da efusão do Espírito Santo para semear na sociedade a Cultura de Pentecostes.
Procure saber o dia da RCC do seu estado e defina uma hora deste dia para você orar e junto com toda a RCC do Brasil vamos permanecer em ordem de batalha na defesa da nossa espiritualidade e da nossa identidade como carismáticos.

Louvado seja o Senhor.

Luiz César Martins

Coordenador Nacional do Ministério de Intercessão

sexta-feira, 15 de março de 2013

CARTA DA PRESIDENTE DA RCC SOBRE O NOVO PAPA

Amados irmãos e irmãs da Renovação Carismática Católica do Brasil. 

“Graça, misericórdia e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor!”

Aqui no Brasil são 16h12m e este é um momento de profunda alegria e esperança em que nos unimos a toda a Igreja espalhada pelo mundo, para vivermos esta tão esperada notícia: “Habemus Papam” (Temos Papa). Não se trata de apenas mais uma notícia, mas sim de um fato que enche o nosso coração de certeza em Deus, de que a nossa Igreja é e será sempre a “barca” segura que leva o povo eleito ao encontro de Jesus Cristo Ressuscitado.



A boa nova, “Anuncio-vos uma grande alegria; temos um Papa”, ressoa em nossos corações como um chamado a nos fazermos um com o Papa Francisco na oração, no amor, na fidelidade, no respeito e na obediência aos seus direcionamentos. Somos agradecidos a Deus, que nos deu o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, como o sucessor de Pedro e Bispo de Roma, assumindo o governo da Igreja Católica Apostólica Romana no mundo. A RCC do Brasil aclama o Santo Padre Francisco e ora para que a sua missão seja dirigida pelo próprio Deus, e se compromete na obediência irrestrita.

Como Igreja e como Presidente da RCC do Brasil, preciso compartilhar com vocês o sentimento de esperança que esta escolha me traz. “E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Acredito firmemente que o Senhor nos concedeu o Pontífice que o mundo precisa. Pela ação do Divino Espírito Santo deu-nos o pastor que vai realizar a sua árdua, porém gratificante missão, com o coração generoso, confiante na Graça de Deus e na intercessão de toda a Igreja.
Nesses últimos dias oramos ao Senhor e lhe pedimos ‘o Papa’. Pedimos-Lhe o Papa da unidade, da comunhão interna e externa da Igreja. Rogamos pelo Papa consciente dos desafios da Igreja deste Milênio, mas, principalmente, sintonizado no querer de Deus; humilde, simples e, ao mesmo tempo, corajoso e pronto para defender a Igreja dos ataques dos inimigos, que se revelam hoje de tantas formas e sob tantas facetas! Sim, o Papa que seja também o ‘pai’, capaz de abraçar e acolher tanto os que estão dentro da Igreja como àqueles que se afastaram, festejando a sua volta (Lc 15,22-23). Rezamos por um Papa que refletisse para cada católico o ‘rosto’ amoroso de Deus, nosso Pai, e que tantas vezes contemplamos em Seu Filho Jesus, nos santos que ofereceram sua vida a Deus, e nos próprios rostos do Beato João Paulo II e do Papa Emérito Bento XVI.

 

Mas não podemos parar por aqui! Se desejarmos encontrar todas essas virtudes no Papa Francisco, nós também devemos empreender o caminho da busca da virtude, seja na via da oração, do jejum, do serviço comprometido, da própria doação àqueles que o Senhor colocou sob o nosso pastoreio, como Movimento Eclesial, porque Ele ensinou: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).

Neste Pontificado do Papa Francisco desejo muito contar com vocês, para espalharmos este modo de viver, a nossa tão sonhada Cultura de Pentecostes, unindo-nos a ele, aos cardeais, aos bispos, ao clero e a todos os leigos engajados nesta missão de tornar Jesus mais visível.  

Neste mundo globalizado e de escassos valores espirituais, o Santo Padre Francisco é chamado a conduzir a “barca” da Igreja para mares em que possa continuar a obra de amor de Jesus, em nível universal, se esforçando para fazer crescer a justiça e a paz.

 
A Igreja vive hoje o tempo em que Deus, em Seu Filho Jesus, realiza a Sua suprema vontade, através de homens que Ele mesmo escolheu e enviou para a sucessão apostólica. Tempo de ficar firme na fé, na certeza de que a Igreja não é governada pela vontade humana, mas por Jesus Cristo, o Supremo Pastor! E, enquanto esses escolhidos se empenham na missão, vão se purificando, conforme o mandato do Senhor: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1,15).

Que este seja um tempo propício para escutar mais uns aos outros, perceber as necessidades do mundo e da própria Igreja, com todos os seus dons e carismas! Tempo de acolher, principalmente, a Palavra de Deus que cresceu em nós, e a Jesus Cristo que vive em nosso meio!

Sim, acabamos de conhecer o nosso Papa! O servo humilde de Cristo, alegre e carismático, que, antes de abençoar o povo em nome de Deus, pede que o povo o abençoe! Este é o Papa Francisco, a quem já começamos a amar, e que queremos sustentar no Ministério Petrino com a nossa intercessão!

Que Maria Santíssima, Mãe da Igreja e nossa, esteja sempre diante de Jesus, intercedendo pelo seu Pontificado! “O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!” (Rm 15,13).

Katia Roldi Zavaris
Presidente do
Conselho Nacional da RCCBRASIL

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O TESTAMENTO DE BENTO XVI

Em sua última audiência pública, o Papa Bento XVI se despediu dos fiéis e deu-lhes uma grande lição de fé católica. Trata-se de uma fé muito específica e rara nos dias de hoje: uma fé que professa a presença e a ação de Deus na história da Igreja.

Todos deveríamos saber disto, mas nem sempre nos damos conta: a Igreja não é somente um sujeito da fé; a Igreja é também objeto de fé. Ou seja, a Igreja não somente crê, mas ela deve ser crida.

Bento XVI tem consciência de que a Igreja é portadora de um mistério divino. Como a lua, ela é reflexo de Cristo “luz dos povos”. Por isto, nos convida a uma visão de fé:

“Deus guia a sua Igreja, ele sempre a sustenta, também e sobretudo, nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor”.

Estas foram as suas últimas palavras. Poderíamos dizer: este foi o seu testamento. Nada poderia ser mais marcadamente católico, pois nós católicos, ao contrário dos protestantes, cremos que o organismo visível da Igreja não é uma “invenção” humana, mas o Corpo do Cristo ressuscitado que continua vivo na história.

A Igreja é uma forma de Jesus estender o mistério de sua Encarnação ao longo da história.É a falta de fé neste mistério da Igreja que tem criado tantos equívocos, paranoias e explicações fantasiosas no espaço midiático dos últimos dias. Grande parte da mídia está longe da verdade, porque está longe da visão de fé que, nos recorda o Papa, “é a única visão verdadeira do caminho da Igreja”.

Mas que os jornalistas não compartilhem esta visão e esta fé é algo que não deveria nos surpreender. Afinal, as estatísticas nos mostram de forma clara que o percentual de prática religiosa no meio jornalístico é mais baixo do que nos outros segmentos da sociedade.O que causa espécie e até indignação é que teólogos, isto mesmo, teólogos (!) não sejam capazes desta fé.

Recentemente um grupo de estudiosos, capitaneados por ninguém menos do que nossos velhos conhecidos Leonardo Boff e Hans Küng, está recolhendo assinaturas na internet no esforço de “redesenhar” a forma como a autoridade é vivida dentro da Igreja católica.Os autores do manifesto alegam que esta reengenharia da estrutura da Igreja é uma exigência do Vaticano II.

Mas, a verdade é que a “nova Igreja” que brota dos sonhos de nossos teólogos liberais, pelo que se lê, seria mais facilmente encontrada nos escritos de Martinho Lutero do que na “Lumen gentium” ou em outros documentos do concílio.Foi neste mesmo afã revolucionário que, tão logo recebida a notícia da renúncia de Bento XVI, os nossos “scholars” puseram mãos à obra e começaram a traçar o perfil do futuro Papa.

A coisa toda é apresentada como arrojada e inovadora, mas se trata da velha e conhecida eclesiologia protestante: somos todos iguais, vamos então construir a Igreja que “nós queremos”. Afinal, Igreja é isto, uma construção humana.Para estes teólogos o papado é uma excrecência medieval e a cúria romana um tumor a ser extirpado. A Igreja romana centralizadora deveria morrer e dar lugar a uma Igreja da colegialidade em todos os níveis (inclusive dos leigos!).

É claro que se trata de pura retórica manipuladora. Os únicos leigos a quem esta turma já deu voz foram os seus títeres ideológicos, que, aliás, embora tenham chegado ao poder, estão envelhecendo e diminuindo em número.Não é à toa que, com toda propaganda e esforço só conseguiram até agora pouco mais de duas mil assinaturas para o seu abaixo-assinado internacional.

Gostaria de vê-los consultar os milhões de jovens da geração Bento XVI que aguardam, ansiosos e confiantes, que o Senhor, com a próxima fumaça branca que sair da Sistina exorcize o que ainda resta da “fumaça de Satanás” que eles ajudaram a inocular dento da Igreja.


“Deus guia a sua Igreja, ele sempre a sustenta, também e sobretudo, nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor”.
Estas foram as suas últimas palavras. Poderíamos dizer: este foi o seu testamento. Nada poderia ser mais marcadamente católico, pois nós católicos, ao contrário dos protestantes, cremos que o organismo visível da Igreja não é uma “invenção” humana, mas o Corpo do Cristo ressuscitado que continua vivo na história.
A Igreja é uma forma de Jesus estender o mistério de sua Encarnação ao longo da história.É a falta de fé neste mistério da Igreja que tem criado tantos equívocos, paranoias e explicações fantasiosas no espaço midiático dos últimos dias. Grande parte da mídia está longe da verdade, porque está longe da visão de fé que, nos recorda o Papa, “é a única visão verdadeira do caminho da Igreja”.
Mas que os jornalistas não compartilhem esta visão e esta fé é algo que não deveria nos surpreender. Afinal, as estatísticas nos mostram de forma clara que o percentual de prática religiosa no meio jornalístico é mais baixo do que nos outros segmentos da sociedade.O que causa espécie e até indignação é que teólogos, isto mesmo, teólogos (!) não sejam capazes desta fé.
Recentemente um grupo de estudiosos, capitaneados por ninguém menos do que nossos velhos conhecidos Leonardo Boff e Hans Küng, está recolhendo assinaturas na internet no esforço de “redesenhar” a forma como a autoridade é vivida dentro da Igreja católica (cf.http://churchauthority.org ).Os autores do manifesto alegam que esta reengenharia da estrutura da Igreja é uma exigência do Vaticano II.
Mas, a verdade é que a “nova Igreja” que brota dos sonhos de nossos teólogos liberais, pelo que se lê, seria mais facilmente encontrada nos escritos de Martinho Lutero do que na “Lumen gentium” ou em outros documentos do concílio.Foi neste mesmo afã revolucionário que, tão logo recebida a notícia da renúncia de Bento XVI, os nossos “scholars” puseram mãos à obra e começaram a traçar o perfil do futuro Papa.
A coisa toda é apresentada como arrojada e inovadora, mas se trata da velha e conhecida eclesiologia protestante: somos todos iguais, vamos então construir a Igreja que “nós queremos”. Afinal, Igreja é isto, uma construção humana.Para estes teólogos o papado é uma excrecência medieval e a cúria romana um tumor a ser extirpado. A Igreja romana centralizadora deveria morrer e dar lugar a uma Igreja da colegialidade em todos os níveis (inclusive dos leigos!).
É claro que se trata de pura retórica manipuladora. Os únicos leigos a quem esta turma já deu voz foram os seus títeres ideológicos, que, aliás, embora tenham chegado ao poder, estão envelhecendo e diminuindo em número.Não é à toa que, com toda propaganda e esforço só conseguiram até agora pouco mais de duas mil assinaturas para o seu abaixo-assinado internacional.
Gostaria de vê-los consultar os milhões de jovens da geração Bento XVI que aguardam, ansiosos e confiantes, que o Senhor, com a próxima fumaça branca que sair da Sistina exorcize o que ainda resta da “fumaça de Satanás” que eles ajudaram a inocular dento da Igreja.
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sábado, 23 de fevereiro de 2013

PALAVRAS PROFÉTICAS PARA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DO BRASIL

 Coordenar um Grupo de Oração ou a RCC de uma diocese é uma grande graça e também um grande desafio, pois é preciso ter discernimento e coragem para ouvir a voz de Deus e colocá-la em prática. Com o objetivo de auxiliar as coordenações do nosso Movimento a procederem conforme a vontade de Deus, o texto abaixo reúne algumas moções proféticas reveladas pelo Senhor durante a última reunião do Conselho Nacional. Que o Espírito Santo continue a conduzir a RCC em 2013!
No dia 29 de setembro de 2012, dia dedicado aos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael; o Conselho Nacional estava reunido em Aparecida para a escolha da sua nova presidência. Antes de iniciar a reunião eletiva, houve uma Missa presidida por D. Alberto Taveira, nosso diretor espiritual. Durante a homilia D. Alberto sinalizou o caminho que a RCC deve seguir nesses tempos novos que se iniciam. Sim, é um tempo novo, pois sobre cada coordenação existe uma graça de estado única e específica e essa graça se comunica a todos nós. Portanto, a cada nova coordenação, está sobre nós uma nova graça, um tempo novo.

D. Alberto nos recordava da preocupação do Papa Bento XVI com o relativismo e a indiferença que marcam os nossos tempos e, diante dessa realidade, segundo ele , cabe à RCC uma tarefa, a de ser no meio do mundo uma graça. Para tanto, devemos pedir ao Senhor a limpidez dos anjos a fim de que possamos nos inclinar em adoração e, olhando para a missão dos três arcanjos, devemos nos espelhar nas suas virtudes e trabalhos.



Em São Miguel nós vemos a luta para reconhecer a presença de Deus que age no meio de nós. Também nós devemos lutar para que a presença de Deus e a sua obra sejam reconhecidas no mundo e devemos ser, a exemplo de São Miguel, batalhadores com as armas da verdade.
Em São Gabriel vemos a força de Deus, aquele que vem revelar os segredos de Deus. Quem for escolhido para um cargo de coordenação, dizia D. Alberto, precisa ter uma grande vida de oração e capacidade de discernimento para que os segredos de Deus sejam revelados.

Em São Rafael nós vemos o dom da cura.  Nesse sentido, precisamos ter uma clareza, uma consciência muito forte da identidade da Renovação Carismática. O Beato João Paulo II dizia: “Não tenham medo de exercitar os carismas”. Temos que ser os guardiões da chama para que ela permaneça sempre acesa.

Por último, porém de igual importância, a nossa missão, as nossas coordenações, devem ser marianas, isto é, marcadas ao mesmo tempo pela ternura e pela força que percebemos na figura de Nossa Senhora. É um tempo de doação, tempo de dizer: “Eis-me aqui, Senhor”.
 
Encerro com palavras ditas pela Kátia, a presidente eleita do Conselho Nacional.  Dizia ela, que este é um tempo de mergulho absoluto e profundo em Deus, de uma vez por todas. Existe em cada um de nós algo que precisa ser transformado e as barreiras são derrubadas pelo Cristo que está dentro de nós. Citando o evangelho de São João, ela dizia: “Necessário vos é nascer de novo”. Devemos, pelo Espírito Santo, nascer de novo diariamente e renovar a cada manhã, a cada nova missão a entrega incondicional de nossa vida ao Senhor.
“Então o que está assentado no trono disse: ‘Eis que eu renovo todas as coisas. Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho’.” (Apo 21, 5a -6)

Por Maria Beatriz Spier Vargas
Coordenadora nacional do Ministério de Pregação