sexta-feira, 4 de setembro de 2015

AMOR AUTÊNTICO COMPROMETIDO OU APENAS PAIXÃO PASSAGEIRA.COMO SABER?

 

Esse é o assunto sobre o qual São João Paulo II – então Karol Wojtyla 
se debruça na seção de seu livro, “Amor e Responsabilidade”, quando ele discute 
os dois aspectos do amor.

 De acordo com Wojtyla, existem dois aspectos do amor, e compreender a diferença é 
crucial para qualquer casamento, noivado ou namoro.

Quando um rapaz encontra uma garota, ele experimenta uma série de sentimentos e desejos poderosos 
em seu coração. Ele pode se encontrar fisicamente atraído pela beleza do corpo dela, ou se perceber pensando constantemente nela em uma atração emocional. Essa dinâmica interior do desejo sensual (sensualidade) e do amor emocional (sentimentalidade) molda em grande parte a maneira com que 
o homem e a mulher interagem um com o outro, e é isso que faz o romance, especialmente em seus 
estágios iniciais, ser tão emocionante para o casal envolvido.
Entretanto, esse é apenas um aspecto do amor, que não deve ser igualado ao amor no sentido mais pleno. Nós sabemos da experiência que podemos ter fortes emoções e desejos por outra pessoa sem necessariamente estar comprometido com ela, ou sem a pessoa estar verdadeiramente comprometida conosco em uma relação de amor.
É por isso que Wojtyla coloca o aspecto subjetivo do amor em seu devido lugar. 
Ele nos desperta e nos lembra que, não importa o quão forte experimentemos essas 
sensações, isso não é necessariamente amor, mas simplesmente uma “situação psicológica”. 
Em outras palavras, por si só, o aspecto subjetivo do amor nada mais é do que uma experiência 
prazerosa que está acontecendo dentro de mim.

 Essas emoções e desejos não são ruins, e podem se desenvolver dentro do amor, e até enriquecê-lo
mas não devemos vê-los como sinais infalíveis do amor autêntico. Wojtyla diz: “É impossível 
julgar o valor de um relacionamento entre duas pessoas meramente a partir da intensidade de 
suas emoções… O amor se desenvolve com base em uma atitude totalmente comprometida 
e totalmente responsável de uma pessoa para outra pessoa”; enquanto que ao mesmo tempo 
os sentimentos românticos “nascem espontaneamente das reações sensuais e emocionais. 
Um crescimento muito rápido e muito rico de tais sensações pode esconder um amor que falhou 
em se desenvolver” (Amor e Responsabilidade).
 
Direcionando o amor para as reações interiores

Os homens e as mulheres hoje são bastante suscetíveis a cair nessa ilusão de amor, pois o mundo 
moderno direcionou o amor para as reações interiores, focando-se primariamente no aspecto 
subjetivo, o  “amor hollywoodiano”, que nos diz que o amor será mais forte quanto mais forte 
forem nossas emoções. Wojtyla, entretanto, enfatiza que há uma outra faceta do amor que é 
absolutamente essencial, não importando quão fortes sejam nossas emoções e desejos.
 A esse aspecto ele chamou de “objetivo”.
Esse aspecto tem uma série de características objetivas que vão além dos sentimentos prazerosos 
que experimento no nível subjetivo. O verdadeiro amor envolve virtude, amizade, e a busca 
de um bem comum. No casamento cristão, por exemplo, marido e mulher se unem pelo bem 
comum de ajudarem um ao outro a crescer em santidade, aprofundar a união, e educar os filhos. 
Além disso, eles devem não apenas compartilhar esse objetivo em comum, mas possuir a virtude 
que os ajude a chegar lá.
É por isso que o aspecto objetivo do amor é muito mais do que um olhar interior para 
minhas emoções e desejos. É muito mais do que os prazeres que recebo da relação. 
Ao considerar o aspecto objetivo do amor, devemos discernir que tipo de relacionamento existe 
realmente entre eu e a pessoa que amo, e não simplesmente o que esse relacionamento significa 
para mim em meus sentimentos. A outra pessoa me ama mais pelo que sou ou me ama mais pelo 
prazer que recebe da relação?
Meu(minha) amado(a) compreende o que é verdadeiramente melhor para mim? Ele(ela) tem 
a virtude para me ajudar a chegar ao que é melhor para mim? Estamos profundamente unidos 
por um objetivo comum, servindo um ao outro e lutando juntos por um bem comum que é maior 
do que cada um de nós? Ou estamos na verdade apenas vivendo lado a lado, compartilhando
 recursos e ocasiões agradáveis enquanto cada um persegue egoisticamente seus próprios projetos 
e interesses na vida? Esse são os tipos de questões que apontam para o aspecto objetivo do amor.
Agora podemos ver porque Wojtyla diz que o verdadeiro amor é “um fato interpessoal”, não 
simplesmente uma “situação psicológica”. Um relacionamento forte está baseado na virtude e na 
amizade, não simplesmente em experimentar juntos sentimentos agradáveis e situações prazerosas. 
Como explica Wojtyla, “o amor enquanto experiência deve estar subordinado ao amor 
enquanto virtude – de tal modo que sem o amor enquanto virtude não pode haver
 plenitude na experiência do amor” (Amor e Responsabilidade).
 

Amor doação de si

Uma das marcas mais distintivas do aspecto objetivo do amor é o dom de si mesmo. 
Wojtyla ensina que o que faz o amor comprometido diferente de todas as outras formas de amor 
(atração, desejo, amizade) é que as duas pessoas “se doam” uma para a outra. As pessoas não 
estão apenas atraídas uma pela outra, e elas não desejam simplesmente o que é melhor para a outra. 
No amor comprometido, cada pessoa se rende completamente à outra pessoa. “Quando o
amor comprometido entra nessa relação interpessoal surge algo mais do que uma simples amizade: 
surgem duas pessoas que se entregam uma para a outra” (Amor e Responsabilidade).
De fato a idéia de amor auto-doação levanta alguns questionamentos importantes: como pode
 uma pessoa realmente se doar a outra? O que isso significa? Afinal de contas o próprio Wojtyla 
ensina que cada pessoa humana é completamente única. Cada pessoa tem sua própria mentalidade 
e sua vontade própria. No final, ninguém pode pensar por mim. Ninguém pode escolher por mim. 
Portanto, cada pessoa “é seu próprio mestre”, e não está disponível a ser entregue a outra pessoa. 
Então, em que sentido uma pessoa pode “se doar” a(o) seu(sua) amado(a)?
Wojtyla responde dizendo que é impossível para uma pessoa se doar a outra no nível natural e físico
mas na ordem do amor uma pessoa pode fazê-lo ao escolher limitar sua liberdade e unir sua vontade 
à da pessoa que ama. Em outras palavras, por causa do seu amor, uma pessoa pode na verdade 
desejar abdicar de seu próprio livre-arbítrio e ligá-lo ao da pessoa amada. Como Wojtyla diz, o amor 
“faz com que a pessoa queira exatamente isto – render-se ao(a) outro(a), à pessoa amada”.

 

A liberdade de amar

Por exemplo, considere o que acontece quando um homem solteiro se torna casado. 
Como solteiro, “Roberto” é capaz de decidir o que deseja fazer, quando deseja fazer, e como 
deseja fazer. Ele faz sua própria agenda. Ele decide onde vai viver. Ele pode se demitir de um 
emprego e se mudar para outra parte do país em um instante, se quiser. Ele pode deixar o 
apartamento uma bagunça. Ele pode gastar seu dinheiro do modo como quiser. E ele pode comer 
quando quiser, sair para onde quiser, e ir dormir quando quiser. Ele está acostumado a tomar 
sozinho as decisões de sua vida.

O casamento, entretanto, vai mudar de modo significativo a vida de “Roberto”. 
Se ele decide por conta própria se demitir do emprego, comprar um carro novo, viajar no final 
de semana, ou vender a casa, isso provavelmente não vai se encaixar muito bem com a vida da 
sua esposa! Agora que “Roberto” está casado, todas as decisões que ele estava acostumado a tomar 
por conta própria devem ser tomadas em união com sua esposa, e procurando o que for melhor 
para seu casamento e para sua família.
No amor de doação de si, um homem reconhece de modo profundo que sua vida já 
não é mais propriedade sua. Ele rendeu sua própria vontade à sua amada. Seus próprios planos
sonhos e gostos não estão completamente abandonados, mas agora eles são colocados em nova perspectiva. Eles estão subordinados ao bem de sua esposa e dos filhos que possam surgir do casamento. Como “Roberto” vai gastar seu tempo e seu dinheiro e como ele vai organizar sua vida já não
 é matéria de sua própria escolha pessoal. Sua família se torna o ponto de referência
primário para tudo que ele for fazer.
Essa é a beleza do amor doação de si. Como solteiro “Roberto” tinha grande autonomia 
– ele podia organizar sua vida como quisesse. Mas, por causa de seu amor, “Roberto” escolheu
 livremente abdicar dessa autonomia, limitar sua liberdade, comprometendo-se com sua esposa
 e com o bem dela. O amor é tão poderoso que o impele a desejar render sua vontade à sua amada 
desse modo profundo.
Realmente muitos casamentos hoje em dia seriam muito mais sólidos se ao menos compreendêssemos 
e nos lembrássemos do amor de doação a que originalmente nos comprometemos. Ao invés de 
perseguir egoisticamente nossas próprias preferências e desejos, devemos nos lembrar que quando 
fizemos nossos votos escolhemos livremente render – amorosamente desejamos render – nossas 
vontades ao bem do(a) nosso(a) esposo(a) e dos filhos. Como Wojtyla explica: “A forma de amor 
mais plena consiste precisamente na auto-doação, em fazer do inalienável e intransferível 
‘eu’ uma propriedade de outra pessoa” (Amor e Responsabilidade).

 

A lei do dom

Agora chegamos ao grande mistério do amor doação de si. No coração desse dom de si 
está uma convicção fundamental de que, ao render minha autonomia à pessoa amada, eu ganho 
 muito mais em troca. Ao unir-me com outra pessoa, minha própria vida não fica diminuída
 mas é profundamente enriquecida. Isso é o que Wojtyla chama de “lei do ekstasis”, ou 
lei da auto-doação: “O amante ‘sai de si mesmo’ para encontrar um existência mais plena 
no(a) outro(a)” (Amor e Responsabilidade).

Em uma época de vigoroso individualismo, entretanto, essa profunda afirmação de Wojtyla pode 
ser difícil de compreender. Por que devo sair de mim mesmo para encontrar a felicidade? 
Por que eu deveria me comprometer desse modo radical com outra pessoa? Por que deveria 
abdicar da liberdade de fazer o que quisesse com minha vida? Essas são as questões do homem moderno.
Entretanto, de uma perspectiva cristã, a vida não é para “fazer o que eu quiser”. 
A vida é para meus relacionamentos – é para encontrar a plenitude de meu relacionamento com 
Deus e com as pessoas que Deus colocou na minha vida. Na verdade, é aí que encontramos plenitude 
na vida: em viver bem nossos relacionamentos. Mas para viver bem nossos relacionamentos 
precisamos muitas vezes fazer sacrifícios, rendendo nossa vontade própria para servir ao bem dos outros. 
É por isso que descobrimos uma felicidade mais profunda na vida quando nos doamos desse modo
pois estamos vivendo do modo como Deus nos criou para viver, do modo como o próprio Deus vive: 
em um amor total, comprometido e de auto-doação. Como diz uma das passagens favoritas de 
Wojtyla retirada do Vaticano II: “O homem só se encontra ao fazer de si mesmo um dom sincero 
para os outros” (Gaudium et spes nr. 24).

Essa afirmação do Vaticano II se aplica especialmente ao matrimônio, onde o amor de auto-doação 
entre duas pessoas humanas se mostra mais profundamente. Ao me comprometer com outra pessoa 
em uma relação de amor verdadeiro eu certamente limito minha liberdade de fazer “o que quiser”. 
Mas ao mesmo tempo eu me abro para uma liberdade ainda maior: a liberdade de amar. Como 
explica Wojtyla: “O amor consiste em um compromisso que limita a liberdade da pessoa 
– é uma doação de si, e doar-se a si mesmo significa exatamente isso: limitar a própria 
liberdade em prol do(a) outro(a). A limitação da liberdade da pessoa pode parecer algo 
negativo e desagradável, mas o amor faz dessa limitação uma coisa positiva, criativa e 
cheia de alegria. A liberdade existe para que se possa amar” (Amor e Responsabilidade).
Portanto, enquanto o individualista moderno pode ver a auto-doação no matrimônio como algo 
negativo e restritivo, os cristãos veem tais limitações como libertadoras. O que eu realmente desejo 
fazer na vida é amar a Deus, minha esposa e meus filhos, e meu próximo – pois nesses 
relacionamentos encontro minha felicidade. E se eu existo para amar minha mulher e meus filhos 
e para viver totalmente comprometido a eles, eu devo evitar que meus desejos egoístas dominem 
minha vida e controlem minha casa. Em outras palavras, eu devo estar livre da tirania do
 “faço o que eu quero”. Só então é que sou livre para amar do modo como Deus me criou. 
Só então é que sou livre para ser feliz. Só então é que sou livre para amar.
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 http://catholiceducation.org/articles/marriage/mf0072.html

domingo, 30 de agosto de 2015

EXISTE REENCARNAÇÃO?


Em uma primeira impressão, parece que a reencarnação responde a algumas 
perguntas existenciais do ser humano, como o motivo do sofrimento e as 
desigualdades entre as pessoas. 
Textos bíblicos descontextualizados são usados para defender essa crença, como, por exemplo
Mt 17, 10-13, quando os judeus julgaram ser João Batista uma forma de retorno de Elias. 
Porém, um estudo mais profundo de textos como esse mostra a inconsistência dessa afirmação. 
Em Jo 1,21, João Batista nega veementemente ser Elias. Ademais, na Transfiguração (cf. Mt 17,3)
João Batista já tinha morrido; nesse caso, quem deveria ter aparecido não era Elias, mas João Batista.
Fenômenos psicológicos como a paramnésia (quando a pessoa tem a impressão de já ter vivido
uma determinada situação) e a “terapia de vidas passadas”, também são usados como argumento
 a favor da reencarnação. No entanto, especialistas explicam facilmente esses fenômenos
no campo da psicologia e psiquiatria.

Na verdade, a reencarnação se choca frontalmente com o Cristianismo, porque centra 
a salvação do homem nele mesmo, negando a salvação por meio de Jesus Cristo e a misericórdia 
do Pai com o mal do homem. Na reencarnação, o homem é seu próprio salvador, pagando pelos 
seus males em outras existências. Se todo mal deve ser autor redimido por sofrimentos, à pessoa de 
má índole, que praticou muitas maldades, só resta o desespero de saber que terá de pagar 
implacavelmente por tudo isso. Talvez essa crença, para aqueles que se acham puros, seja interessante
mas para aqueles que se sabem devedores do bem, só resta a angústia. Por isso, a reencarnação 
coloca em xeque a misericórdia de Deus, que perdoa e redime o mal do homem, tantas vezes pregada 
e testemunhada por Jesus, como o perdão de Jesus, a promessa do Paraíso imediato ao ladrão 
arrependido (cf. Lc 23,43) e o perdão do pai dado ao filho pecador na parábola do 
“Filho Pródigo” (cf. Lc 15, 11-32).

A reencarnação coloca a bela e complexa existência humana sob as leis quase mecânicas 
e implacáveis do Karma. Embora, aparentemente bem montada, duas contradições 
nessa teoria me parecem chamar à atenção. Após milhares de anos de gerações humanas
era de se esperar que o mundo estivesse bem evoluído. Ao contrário, embora a humanidade 
avance a passo largos no campo científico, no campo humano e espiritual, nos últimos 100 anos 
decaiu desastrosamente. Testemunham isso os massacres e assassinatos de centenas de milhões 
de pessoas pelas guerras e ideologias do séc. XX, a violência, a ganância individualista pós-moderna 
e as atuais leis contra a vida e a família disseminadas pelo mundo. Outra contradição está em 
que, se o sofrimentotem o valor intrínseco (independente da liberdade da pessoa) de purificar 
e redimir, então, não se deveria ajudar e atenuar os sofrimentos das pessoas, que estão sendo 
preparadas para novas existências mais felizes. A caridade com os pobres e sofredores passa 
a ser um bem para quem o faz (porque o purifica), mas um mal para quem o recebe.

Com a reencarnação, dogmas cristãos tão claramente expressos na Sagrada Escritura não
 têm sentido, como a vida e o juízo após a morte (cf. Mt 13, 24-30; 13, 37-40; Lc 14, 16-24
Mt 25, 1-12; Mt 25, 33-46, dentre tantas outras) e a ressurreição da carne, tão enfatizada por 
São Paulo, como por exemplo, em 1Cor 15. Talvez o texto bíblico que mais contradiga 
a reencarnação seja Hb 9,27, em que se lê: “Está determinado que os homens morram uma só vez
e depois vem o julgamento”.
Embora pareça dar respostas, a reencarnação usa de premissas gratuitas, como a que todo 
o homem começa a existir em condições físicas e psíquicas iguais. Ela tem uma visão pessimista 
da matéria como cárcere ou sepulcro da alma. Ao contrário, o Cristianismo tem uma visão
positiva da matéria, tida como criatura de Deus e parte integrante do ser humano.
Muitos reencarnacionistas apregoam que o Cristianismo, em sua origem, acreditava nessa
crença e que se trata de um princípio religioso muito antigo. Essas são outras declarações
gratuitas e sem fundamento.

Os cristãos sempre acreditaram na ressurreição; a Bíblia e a Tradição cristã 
estão repletas dessa verdade. Tampouco o grande escritor eclesiástico, Orígenes
acreditava na reencarnaçãocomo dizem alguns deles. Na verdade, ele acreditava que as almas
pré-existiam, mas não que se reencarnavam. Quanto à antiguidade da reencarnação e sua
unanimidade entre as religiões
é importante esclarecer que essa crença só aparece no hinduísmo após o séc. VII a.C. 
e antigas religiões chinesas (taoísmo e confucionismo), egípcias e da Pérsia não acreditavam nela.
Em tempos de Nova Era, ocultismos e espiritualismos apregoados por filmes, novelas, autores
de autoajuda etc, muitos cristãos pouco esclarecidos acabam por aceitar ideias reencarnacionistas. 
Não sabem, no entanto, que, aceitando a reencarnação, deixam de ser cristãos, porque
negam o significado essencial de Cristo na vida do homem, a verdade fundamental de nossa
fé pregada pelos apóstolos desde o início: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do
céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

NÃO QUEIRA SER JOVEM NOVAMENTE, VOCÊ JÁ FOI


Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.
Com o tempo, os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista.
**********
Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero.
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Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar?! Guarda os bisturis e toca a vida.
Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.
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Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer.
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A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa. Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
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Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não, o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”. Esse é o segredo de uma boa vida.

 Professor Pachecão

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

8 SUGESTÕES QUE AJUDARAM TIRAR MAIS PROVEITO DA MISSA

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Muitos vão à missa com a expectativa de tirar proveito dela, mas o que se obtém na 
missa depende de que tipo de mudança a pessoa está disposta a fazer antes, durante e depois 
da celebração, porque o que você dedica à missa determina o que você obterá dela.

Permita-me dar 8 sugestões que me ajudaram 
a tirar mais proveito da missa:
 
1. Prepare-se adequadamente para a missa
  *Leia e estude as leituras antes de ir à missa, e escute com atenção quando se proclama 
a Palavra.
 * Estude os ensinamentos da Igreja. Quanto mais você conhecer Jesus e sua Igreja
mais os amará. Não se pode amar o que não se conhece.
 *Confesse-se regularmente. Isso lhe ajudará a preparar-se espiritualmente.
 *Reze todos os dias. Sem oração não pode haver vida espiritual!

  *Vista-se de maneira apropriada. Você vai se encontrar com o Rei dos Reis. Não se vista 
como se fosse a um simples jantar, a uma balada ou a uma aula. É uma ocasião especial.
  *Chegue a tempo e sente-se nos primeiros bancos. Menos distrações e mais tempo para 
a oração antes da missa.
  *Uma vez na igreja, não fique conversando nem observando as pessoas. Reze.
  

2. Tenha uma atitude adequada
  *Não espere algo divertido. Você está na missa para oferecer a Deus adoração e receber 
a graça.
 *Busque Deus em cada momento da missa.
 *Não permita que as distrações externas atrapalhem sua paz interior.
*Encontre na pregação uma informação preciosa para levar para casa.
 
3. Participe plenamente

*Cante, ainda que seja meio desafinado.
  *Responda às orações e reze com vontade. Dê o seu melhor a Deus e não se 
preocupe pelo que os outros vão pensar.
  *Lembre-se de que a missa não é um momento para as relações sociais.
  *Ofereça a Deus sua dor e seu sofrimento, sua alegria e suas orações.

 
4. Escute a Palavra de Deus e deixe transformar por ela
  *Você está aberto a que Deus o transforme? Se não estiver, não vai se transformar.
*Escute a Palavra que se proclama e deixe que ela o desafie.
  Procure algum aspecto da homilia para aplicar durante a semana.

 
5. Conheça, compreenda e proclame sua fé

  *Não se limite a recitar o Credo: proclame-o compreendendo o que está dizendo.
 
6. Dê o dízimo
  *Se todo católico desse do dízimo, imagine tudo o que poderia ser feito.
 *Sim, é nosso dever sustentar a Igreja, mais por nossa fé que pela Igreja em si.
 *A maioria das pessoas dá uma "esmola", não o dízimo. Dê o dízimo, não uma esmola.
*Dar o dízimo ajuda a ordenar corretamente os dons que Deus nos deu.

 
7. Ao comungar, entenda o que você está fazendo
  *Você está assimilando o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Deus.
*Está se unindo ao céu na terra.
*Está se tornando uma só coisa com o Corpo de Cristo.
*Tenha reverência.
 *Compreenda que Ele está em todos os que O receberam.

 
8. Fale sobre Deus às pessoas
  *Agora você tem o poder de evangelizar (compartilhar a Boa Notícia de Jesus), que é o 
motivo pelo qual a Igreja existe.
 

"Se realmente compreendêssemos a missa, morreríamos de alegria" 
(São João Maria Vianney). 


sábado, 1 de agosto de 2015

6 DE AGOSTO DIA DE ORAÇÃO POR CRISTÃOS

http://img.cancaonova.com/cnimages/canais/uploads/sites/11/2015/07/Cartaz.png 
Fundação Pontifícia AIS convida cristãos a se unirem em oração por todos 
os irmãos perseguidos por sua fé no Oriente Médio

A cada cinco minutos um cristão é assassinado no mundo simplesmente por professar a sua fé. 
O Oriente Médio é a região onde atualmente a perseguição é mais cruel, segundo a
 Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).Diante dessa realidade, a AIS, com
o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), convida todos os fiéis a se
 unirem em oração no dia 6 de agosto. Data em que se completaum ano da fuga de milhares
de cristãos do norte do Iraque.

A AIS propõe a cada comunidade para celebrar a Santa Missa nas intenções dos cristãos
perseguidos no Oriente Médio, caso não seja possível a Missa, que se reze um terço ou uma
oração pessoal.“O mais importante é que todos estejam unidos em oração”, destaca a nota no
site da fundação. Em São Paulo, o Cardeal Arcebispo Dom Odilo Pedro Scherer
presidirá uma Missa às 16h30 na Catedral da Sé.
Dados históricos sobre os casos de perseguição, informações sobre grupos que realizam
 a perseguição, análises de especialistas sobre a situação atual, bem como o papel da
comunidade internacional estarão entre os assuntos abordados. Além disso, líderes cristãos
 também comentama questão e destacam a necessidade de unidade cristã principalmente
diante dessa realidade.

CONVOCAÇÃO

Dados alarmantes

Segundo dados do último relatório da agência da ONU para refugiados (ACNUR) lançados
em junho/2015*, ao final de 2014 o número de refugiados atingiu 59,5 milhões. O crescimento
desde 2013 é o maior registrado em um único ano. Mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram que deixar
suas casas no Iraque em 2014 e cerca da metade delas se refugiou na região autônoma do Curdistão iraquiano, no norte, onde o fluxo não para de crescer. Um total de 14 milhões de pessoas foram
expulsas de suas casas no Iraque e na Síria.

Desde que começou o surto de violência na Síria em março de 2011, a situação humanitária tem
se deteriorado continuamente. Em meados de 2014, a ONU estimou que cerca de 10,8 milhões de
 pessoas na Síria tinham necessidade de assistência humanitária e 6,8 milhões são refugiados
a metade deles crianças. O número total de refugiados sírios registrados ou em aguardo de registro nos países vizinhos já passa dos 3,2 milhões de pessoas. Dentro do país, a ajuda internacional está
reduzida devido ao número limitado de entidades autorizadas a fornecer assistência humanitária na Síria.
Segundo a UNAMI, missão da ONU no Iraque, 2014 foi um dos anos mais sangrentos para o país
 desde 2006/2007, com 12.282 mortes e 23.126 feridos. O período coincide com o avanço das
forças do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) e sua luta com o governo iraquiano.
Só em janeiro de 2015 a violência matou 1.375 pessoas no Iraque.