sábado, 18 de julho de 2015

5 DICAS PARA FORMÁ-LOS NA VIRTUDE DA RESPONSABILIDADE


Um dos maiores desafios dos pais é conseguir que seus filhos sejam responsáveis pelos 
seus atos e pertences, além de cumprir com certas obrigações, de acordo com sua idade. 
É indispensável, portanto, levar em consideração alguns princípios que podem ajudar os pais a 
alcançar este objetivo.
 
Primeiro: começar desde cedo

Os autores do livro “Como ensinar seus filhos a ser responsáveis afirmam que as crianças que 
não têm deveres a cumprir no lar desde a primeira infância terão menos habilidade para organizar-se
 traçar objetivos e realizar tarefas complexas ao longo da sua infância e adolescência.

A responsabilidade é uma das virtudes mais significativas no desenvolvimento humano. 
Graças a ela, a pessoa assume o controle da sua própria vida, mas, para chegar a isso, os pais 
devem incentivar a prática desta virtude em seus filhos desde os primeiros meses.

Por exemplo, desde pequenos, os filhos podem ser ensinados a guardar seus brinquedos; mais tarde
a organizar seu material escolar; depois, a roupa do dia seguinte, e assim por diante. À medida que a 
criança vai crescendo, é preciso transmitir-lhe a confiança suficiente para que desenvolva novas tarefas.

Assim, a responsabilidade não é adquirida de um dia para o outro; é um processo que irá se 
desenvolvendo durante toda a infância e a etapa escolar, até chegar à adolescência, na qual esta 
virtude será colocada à prova muitas vezes.

Segundo: estabelecer regras claras

Como em todos os âmbitos da vida, existem direitos e deveres; por isso, em casa também 
deve haver regras a serem respeitadas e cumpridas. Mas é preciso ser muito claros na hora de 
estabelecer estes limites.

Se os filhos não sabem exatamente o que seus pais esperam deles, ou não conhecem quais são os 
seus deveres, não aprenderão a ser responsáveis. Os pais não devem apenas estabelecer 
regras de acordo a idade de cada filho, mas também explicar-lhes quais são as 
consequências do seu cumprimento ou descumprimento.

Para tornar o assunto mais compreensível, sobretudo no começo, enquanto se adquire o hábito
uma boa estratégia é escrever os deveres e expô-los em algum lugar visível da casa, criando 
um sistema de estímulos – carinhas felizes, doces, entre outros –, especialmente para os filhos menores. Dessa maneira, as as regras à vista e se sentirão motivadas a segui-las.

Terceiro: distribuir responsabilidades


Se queremos que nossos filhos sejam responsáveis, mas não lhes damos a possibilidade de sê-lo
não estamos fazendo nada. Cada filho deve assumir algumas responsabilidades dentro de casa
adicionais às escolares, que se dão por descontado.
  É preciso dar-lhes certa autonomia e evitar ao máximo realizar as tarefas que eles podem fazer. 
A superproteção dos pais impede que os filhos exercitem a responsabilidade, além de 
torná-los preguiçosos.

Dentro dessa autonomia, é importante que os pais não fiquem o tempo todo recordando
 aos filhos suas tarefas, pois isso se torna um mau hábito, do qual começarão a depender. 
Quando você tiver certeza de que foi ouvido e entendido, é preciso deixar que seus filhos 
ajam por si mesmos, aconselham Ma. Ángeles Pérez e Francisco J. Rodríguez em
 
  Quarto: autoridade coerente

Uma das maneiras de destruir a autoridade paterna é não respeitar as regras que foram estabelecidas
nem impor consequências quando elas não forem cumpridas. Quando isso acontece com frequência
os pais perdem a credibilidade dos seus filhos e, por conseguinte, toda autoridade sobre eles.

É por isso que, uma vez determinados os deveres, os pais devem cumpri-los e fazer que seus 
filhos os cumpram. “Se, por algum motivo, os pais se esquecem do que ordenaram, estão dando 
aos filhos, tacitamente, autorização para fazer a mesma coisa”, advertem Pérez e Rodríguez.
A coerência é uma maneira de demonstrar aos filhos que os pais velam por eles e pelo seu comportamento. Além de ser coerentes, os filhos se sentem mais seguros e conhecem as consequências do 
descumprimento das regras e responsabilidades. Se não há coerência, as crianças ficam ansiosas
porque não são capazes de predizer o que pode acontecer.

Quinto: recompensar pela responsabilidade


Os especialistas Pérez e Rodríguez recomendam incentivar os filhos a comportar-se adequadamente. 
“Isso não significa necessariamente dar presentes materiais, mas pequenos reconhecimentos que 
reafirmarão na criança a satisfação do dever cumprido.”

“Além das recompensas materiais, há coisas como o tempo, a atenção, a preocupação, a simpatia 
e a boa vontade, que também são recompensas. Uma historinha a mais na hora de dormir
 uma ida ao cinema, um sorvete, um abraço forte são manifestações que incentivam 
a criança a concluir que vale a pena ser responsável.”


 

Uma criança é responsável se…

Segundo os autores Clemens e Bean, uma criança é responsável se:
 
- Realiza suas tarefas em casa e no colégio sem que seja preciso ficar lembrando-a o tempo todo.
- Pode refletir sobre o que faz.
- Não coloca a culpa nos outros sistematicamente.
- É capaz de escolher entre diversas opções.
- Pode brincar e trabalhar sozinha sem angustiar-se.
- Consegue tomar decisões diferentes das que outras crianças tomam no grupo em que se encontra.
- Respeita e reconhece os limites impostos pelos pais e professores, sem rebelar-se.
- Consegue concentrar sua atenção em tarefas complicadas (de acordo com sua idade) 
durante certo tempo, sem ficar frustrada.
- Leva a cabo o que diz que vai fazer.
- Reconhece seus erros e procura corrigi-los sem criar confusão.

A vida real é bem diferente da dos desenhos animados; os filhos devem assumir responsabilidades 

ao longo de toda a sua vida. Então, o melhor é começar a educá-los desde cedo, no lugar por 
excelência da formação nos valores: a família.


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